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Monthly Archives: December 2011

04 Dec 2011

I first hold Papillon when I was sixteen years old. There it was, at home, sitting on a shelf, a paperback, used, and previously read by my parents. They were responsible by my obsessive interest in that book, when, and I remember perfectly that night, the two went to the movies, and returned home long before due. Asked about it they said they were too troubled by the crudeness of the movie and felt compelled to leave the room.

 

Papillon is a book not to be read in one single coup. It should be read according to our capacity to sustain the evocation of pain, suffering, punishment, and torture. It is written in the first person, and tells the story of a man, who was arrested and its incessant escape, always pleading innocence. It’s a book about oppression, terror, and pain, but also about courage, freedom, friendship and love. But there are no complaining, quite the contrary: Papi, page by page, never loses a strong will to fight. He is an example of resilience, with an indomitable vitality, but mainly shows us, with a touching sensitivity, how much we need each other to survive.

I chose this book because I find it a beautiful metaphor for the meaning of Life. Its all in there.

Peguei no Papillon aos 16 anos. Existia lá em casa pousado na estante, de capa mole, usada, e previamente lido pelos meus pais. Foram eles, aliás, que me despertaram um interesse obsessivo por aquele livro, quando, e recordo perfeitamente essa noite, os dois foram ao cinema, tendo retornado a casa muito antes da hora prevista. Questionados nas razões do ocorrido, confessaram-se-me incomodados, que pela crueza das imagens do filme não tinham conseguido permanecer na sala.

Papillon é um livro que não se lê de um só fôlego, lê-se de acordo com a nossa resistência à visualização da dor, do sofrimento, do castigo e da tortura. É escrito na primeira pessoa, e relata-nos a prisão e fuga incessante de um homem que se dizia inocente. Fala-nos de opressão, de terror, de dor, mas também de coragem, de liberdade, de amizade e de amor. Nunca se pressentem queixumes, antes pelo contrário: Papi, página por página, apresenta-se com uma vontade férrea de lutar, como um exemplo de renúncia à desistência, com uma vitalidade indomável, mas principalmente mostra-nos, com uma tocante sensibilidade, o quanto precisamos uns dos outros para poder sobreviver.

Escolhi este livro porque o considero uma belíssima metáfora ao que é a Vida. Está cá tudo.

Luisa Coelho – November 25, 2011

04 Dec 2011

Henri Charrière

Henri Charrière

04 Dec 2011

Luisa Coelho – Papillon / Henri Charrière