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Monthly Archives: February 2012

15 Feb 2012

I don’t recall having read a book more beautiful than this. Blessed the child that has read it and that shaped the dreams of its childhood with the strength and perseverance of the hero of the story. The main message that caught my attention was “Gloria in Excelsis Deo and peace on Earth to men of good will.” The Knight after much explore, travel, meet and learn, returns home and fulfill a promise. To have promises fulfilled warms the soul and strengthens the spirit. It is good to fly high, to achieve dreams and to love who loves us back. Returning home remains the best of all travel.

The Christmas story tree illuminates the forest with heavenly lights. The angels come to pave the way for the Knight, which returns home happy in his fatigue. Just as the Knight, we have the vastness of the world to live, our word to fulfil and the joy of life to share. Each one of us can be a point of light in the darkness of night that arises, and trust whenever there’s a safe hand that takes care of us all.

Não me lembro de ter lido livro mais bonito que este. Abençoada a criança que o leu e que moldou os sonhos da sua infância com a força e perseverança do herói da historia. A mensagem principal que retive foi “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.” O cavaleiro depois de muito explorar, viajar, conhecer e aprender, regressa a casa e cumpre uma promessa. Cumprir promessas aquece a alma e fortifica o espírito. É bom voar alto, realizar sonhos e amar quem nos ama.

Regressar a casa continua a ser a melhor de todas as viagens. A árvore do conto de Natal ilumina a floresta com luzes celestes. Os anjos vêm abrir caminho para o cavaleiro, que feliz no seu cansaço regressa a casa. Como o cavaleiro, temos a vastidão do mundo para vivenciar, a nossa palavra para cumprir e a alegria da vida para partilhar. Podemos ser cada um de nós um ponto de luz na escuridão da noite que se levanta, e confiar sempre que há uma mão segura que zela por todos.

Margarida Naves – February 8, 2012

15 Feb 2012

Sofia de Mello Breyner Andresen

Sofia de Mello Breyner Andresen

15 Feb 2012

Margarida Naves – O Cavaleiro da Dinamarca (The Danish Knight) / Sofia de Mello Breyner Andresen

06 Feb 2012

How to choose the book of a lifetime? They are so many, it depends on it’s content, of what it teaches us, the time of our life in which we read it …I don’t know how many books I’ve read in my whole life, I don’t count them. Many left marks, others that I do not even remember that they were about. Since I can remember I always carry a book with me, I know it is a bit of a cliché but reading is almost like breathing. I have gone through the classics, through modern and postmodern, through the hilarious and sometimes through the cumbersome ones, through the dramatics and the light ones.

I read for the first time (and second … and third …) Meu Pé de Laranja Lima when I was 10 years old. My grandmother gave it to me, she (along with my parents) has the major guilt for this healthy vice of mine. The Enid, the Sophia and Berthe were already more then read, Alice hadn’t arrived  yet, but Odette was still there. But José Mauro de Vasconcelos was like a slap, I made contact with a reality that I did not know, of which I had heard about but was to immature to understand: poverty. I loved the tenderness that comes out throughout the book, the love, the friendship. Interestingly it was written in the year of my birth. I do not know for sure if it really is the book of my life, but I know that it deeply marked the end of my childhood and I almost dare to say, that it shaped me as an adult.

Como escolher um livro de uma vida? Eles são tantos, depende do seu contéudo, do que nos ensina, da altura da nossa vida em que o lêmos…Não sei quantos livros já li em toda a minha vida, não os contabilizo. Houve muitos que foram passando, que foram deixando as suas marcas cicatrizes, outros que já nem me lembro do que tratam.

Desde que me lembro que tenho sempre um livro comigo, não querendo cair num lugar comum, é como respirar. Já me passeei pelos clássicos, pelos modernos e pós-modernos, pelos hilariantes e pelos enfadonhos, os dramáticos e os levezinhos.

Li pela primeira (e segunda…e terceira…) vez ‘O Meu Pé de Laranja Lima’ aos 10 anos. Foi-me oferecido pela minha avó, que (juntamente com os meus pais) é a grande culpada deste meu salutar vício. A Enid, a Sophia e a Berthe já estavam mais que relidas, a Alice ainda não tinha chegado lá a casa e a Odette por lá andava ainda. Mas José Mauro de Vasconcelos foi como uma bofetada, dei-me conta de uma realidade que desconhecia, ouvia falar mas não tinha decerto a maturidade para a entender: a pobreza. E adorei a ternura que transparece em todo o livro, o amor, a amizade. Curiosamente foi escrito no ano do meu nascimento. Não sei se será efectivamente o livro da minha vida, mas sei que marcou profundamente o fim da minha infância e quase me atrevo a dizer, moldou-me como adulta.

Ana Melo – January 6, 2012

06 Feb 2012

José Mauro de Vasconcelos

José Mauro de Vasconcelos

06 Feb 2012

Ana Melo – O Meu Pé de Laranja Lima / José Mauro de Vasconcelos