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Monthly Archives: June 2012

26 Jun 2012

This book is about a very eccentric friendship and two very different points of view. The author / narrator, concerned about his life in the desert without water or food, and a child who comes from another planet. The Little Prince explains why he made his lonely voyage, feeling betrayed by a rose that had been his friend but in the meantime, in his mind, had lied to him. On his voyage the Little Prince meets the human being and the world of adults. He also encounters several characters and is very sad because he does not understand the way adults think, always focused on fame, power, and in admiration and longing for material goods. The two become friends and the pilot, who had stopped in the desert because of a malfunction, starts seeing the world through the eyes of the Little Prince. Come the day of departure and the Little Prince disappears because he was bitten by a snake. The pilot thinks the child returned to his asteroid and despite being sad and thinking about him often, he gets comfort and friendship from the stars.

I love this book because it reminds me of how everything is simpler than it appears, reminds me that we humans have lost sight of the most beautiful things in life by focusing on what society thinks it is best. Times change, needs change but in fact we are all children and we must not forget that the pursuit of happiness is being true to ourselves.


Este livro é sobre uma amizade muito excêntrica e sobre dois pontos de vistas muito diferentes. A do autor/narrador, preocupado com a sua vida, sem água e comida no deserto, e a de uma criança que vem de outro planeta. O Principezinho explica o porquê da sua viagem de solidão, sentindo-se traído por uma rosa que tinha sido sua amiga mas que entretanto, na cabeça dele, lhe tinha mentido. Nesta viagem de solidão o Principezinho encontra o ser humano e o mundo dos adultos. Ele também encontra várias personagens e fica muito triste porque não entende a maneira de pensar dos adultos, concentrados na fama, no poder, na admiração e na sede de bens materiais. Os dois tornam-se amigos e o piloto, que tinha parado no deserto por causa de uma avaria, começa a ver o mundo pelo olhar do Principezinho. Chega o dia da partida e o Principezinho desaparece porque foi mordido por uma serpente. O piloto pensa que a criança voltou ao seu asteroide e apesar de ficar triste e pensar muitas vezes nele, consegue ver o conforto e a amizade das estrelas.

Adoro este livro, porque lembra me de como tudo é mais simples do que aparece, lembra-me que nós humanos perdemos de vista as coisas mais bonitas da vida concentrando-nos no que a sociedade acha melhor. Mudam os tempos, mudam as necessidades mas de facto todos nós somos crianças e não nos podemos esquecer de que a procura da felicidade é sermos fieis a nós próprios.

Manuela Ciaccio – June 19, 2012

26 Jun 2012

Antoine de Saint-Exupéry

Antoine de Saint-Exupéry

26 Jun 2012

Manuela Ciaccio – O Principezinho (The Little Prince) / Antoine de Saint-Exupéry

18 Jun 2012

The process of writing is somewhat complex. It makes you reorganize your thoughts and find an order amidst the confusion of ideas and concepts. To write, you must first read, read a lot and think. It takes time and good books that we can relate to with passion. Books that make us doubt that which we know, but also that relate to our own intuition. It’s a bit like love at first sight. Seduction can only be fullfield when expectations are matched.

That’s what happened with Ranciére’s book, wich captured me from the first page. I understood that what I tough about art, democracy freedom and participation where going to change. A good book is like a good lover, you want to have him close. It shows you the world once again, as new, but you feel you have known him for so many years.

In the first chapter Jacques Ranciére talks about an Ignorant Master, who gives up his prerogative of constantly verifyng his aprentice’s ignorance and in turn grabs his hand in order to lead him through the forest of signs. This simple idea on education conquered my interest. Besides that, Ranciére declares equality between inteligencies, towards itself. Only their outcome or result can have different values. There are many interesting and valid ideas on art and politics, on the world of sensitivity and the power of the subjective world esthetic experience can generate. 

It’s an inspiring book, I hope I can read again soon.


O processo de escrita é algo de complexo que nos obriga a reorganizar o pensamento, a encontrar um fio à meada que é o novelo que nos enrola a cabeça. Para escrever, é preciso primeiro, ler, ler muito e pensar. É preciso tempo e é preciso encontrar livros com os quais nos podemos relacionar com paixão. Livros que nos obriguem a interrogar aquilo que sabemos, ao mesmo tempo que se encontrem com a intuição que temos.

É um pouco como o amor à primeira vista. A sedução só pode ser concretizada perante a confirmação das expectativas. Foi assim com o livro de Jacques Ranciére, que me captou desde a primeira página. Percebi que aquilo que sabia sobre arte, participação, pensamento, sensibilidade, liberdade e política teriam que mudar. Com um bom livro relacionamo-nos como com um bom amante, queremos tê-lo sempre por perto. Mostra-nos o mundo de novo, ao mesmo tempo que fica a ideia de que o conhecíamos desde sempre. No primeiro capítulo, Ranciére fala sobre o Mestre Ignorante, que abdica de constantemente verificar a desigualdade da inteligência do aprendiz. Em vez disso, o mestre ajuda o aprendiz a entrar na floresta dos signos, mostrando-lhe como se deve orientar por entre o mistério denso da comunicação.

Conquistou-me esta ideia tão simples. Além disso, o Mestre Ignorante declara a igualdade das inteligências em relação a si próprias. Apenas o resultado delas pode ter valores diferentes.  Enfim, há muitas ideias fortes e interessantes sobre arte e política, sobre o mundo da sensibilidade, sobre a interrogação que a experiência estética pode gerar. Acima de tudo, Ranciére defende o papel dos museus de forma vigorosa, como espaços de discussão e deslocamentos vários, onde a democracia pode ganhar vigor na partilha de sensibilidades entre pessoas tão diferentes.

É um livro inspirador, que espero voltar a ler brevemente…

Joana Macedo – June 17, 2012

18 Jun 2012

Jacques Rancière

Jacques Rancière

18 Jun 2012

Joana Macedo – O Espectador Emancipado (The Emancipated Spectator) / Jacques Rancière