logo

Monthly Archives: June 2013

28 Jun 2013

I read “The Count of Monte Cristo” when I was about 15 or 16 years old and it became my favourite book. This was the one that taught me it is possible to mourn a good book. It’s not that meanwhile I haven’t mourned other books, but I felt this book like one feels a first love. And, all in all, it’s always hard to get over a first love. I never read it again, fearing I wouldn’t find what I found ten years ago. However I know that the thing that attracted me in the first place remains there: an intensive essay about human nature disguised as an adventure story.

Was this a book that left its mark? Definitely. It was when reading it that I first felt like an adult reader. It was the first time that I felt sad for “losing” those characters who accompanied me throughout almost 1000 pages and for knowing that I was hardly going to read another book as good as this one. Fortunately I was mistaken and ended up finding a lot of other amazing books.


Li o “Conde de Monte Cristo” entre os 15 e os 16 anos, e tornou-se o meu livro favorito. Foi o que me ensinou que é possível fazer luto de um bom livro. Não é que entretanto não tenha feito luto de vários outros, mas senti este como se sente um primeiro amor. E, no fundo, é sempre difícil superar um primeiro amor. Nunca mais o voltei a ler, com medo de não voltar a encontrar aquilo que encontrei há 10 anos atrás. Contudo, sei que aquilo que me atraiu na primeira instância no livro continua lá: um estudo intensivo sobre a natureza humana, disfarçado de história de aventuras.

Foi um livro que me marcou? Decididamente. Foi com ele que, pela primeira vez, me senti uma leitora adulta. Fiquei triste por “perder” aquelas personagens que me acompanharam ao longo de quase 1000 páginas e por saber que nos meses seguintes dificilmente ia ler outro livro assim tão bom. Felizmente, estava enganada e acabei por encontrar outros livros fantásticos.

Ana Alexandre – June 26, 2013

28 Jun 2013
28 Jun 2013

Ana Alexandre – O Conde de Monte Cristo (The Count of Monte Cristo) / Alexandre Dumas

02 Jun 2013

Reading the book 1984 was requested to me by a college teacher as a homework, therefore over 10 years ago. At the time I didn’t realize why I should read this book as a subject in a Psycopedagogy degree. Perhaps nowadays I do. However, I simply realized at the time that this would be one of the books of my life! 1984 is a criticism to the industrialized modernized technological society, which is totally rational and functional. It is about a society which is observed by something called the “Big Brother”. In the development of the story, the main character questions everything, mostly the act of love, that is considered a mere mechanical act, just for reproduction.

Today I know that if I read it again, my interpretation of the book would be different… maybe the “Big Brother” isn’t this society we live in as a result of the modernized life, but because of the lack of love. Perhaps this lovelessness could “kill” that “Big Brother” because, at the end of the day, that “Big Brother” which observes us is ourselves, daily, observing ourselves and the others.

Maybe I’ll read it again!


A leitura do livro “1984”, de George Orwell, foi um trabalho de casa, que, na época da faculdade, um professor solicitou, por isso, há mais de 10 anos. Na altura, eu não percebi o porquê de ler este livro, como disciplina do curso de Psicopedagogia. Talvez hoje já perceba. Mas na altura, ao lê-lo só percebi que sem dúvida, seria um dos livros da minha vida! “1984” trata de uma crítica à sociedade que é industrializada, modernizada e tecnológica, totalmente racional e funcional. Fala também de uma sociedade que é observada por algo chamado “o Grande Irmão”. No decorrer da história, a personagem principal põe tudo em causa, principalmente o acto de amor, que é visto como um acto mecânico apenas e só com a função de procriação.

Sei que hoje, se o voltasse a ler, a minha projecção acerca deste livro seria diferente… talvez o “Grande Irmão” não seja esta sociedade em que vivemos por culpa da vida modernizada, mas apenas e só pela falta de amor. Talvez, a falta de amor pudesse “matar” esse “Grande Irmão”, porque ao fim e ao cabo, esse “Grande Irmão” que nos observa somos nós, diariamente a nós próprios e aos outros.

Talvez o leia de novo!

Andresa Salgueiro – 31 May, 2013

02 Jun 2013
02 Jun 2013

Andresa Salgueiro – 1984 / George Orwell