
Tenho estado a preparar uma apresentação para a Exposição Fios de Vida de Arlindo Pinto.
Para vos dar uma ideia do que vou falar, deixo aqui o texto que escrevi para o catálogo da exposição:
“Temos de deitar fora a camera, não passa de uma ferramenta que nos diz que o mundo existe, e o que ela nos mostra é quase sempre menos interessante do que o que realmente se passa.”
Peter GreenawayA pintura clássica morreu no dia em que a fotografia nasceu, assim como o cinema se finou no dia em que o controle remoto foi introduzido nas nossas casas.
A fotografia não ficou a salvo desta sorte, já que muito provavelmente morreu em data incerta durante a década de noventa do século passado, quando a utilização dos computadores se começou a vulgarizar, e se desenvolveram as suas capacidades de alterar tudo o que é passível de se transformar em linguagem binária.
Em qualquer destes meios de expressão, a maioria dos praticantes continuou a fazer o que sabia como se nada tivesse mudado, e não há nada de errado nisso.
No entanto, a partir do momento em que é possível utilizar vários meios de expressão artística e produzir um resultado final que não podemos classificar facilmente, houve artistas que começaram a pensar que podia ser muito estimulante trabalhar dessa forma. A partir dessa altura começámos a ter dificuldade em encaixar os artistas numa gaveta com uma etiqueta simples e segura.
Foram inventadas novas etiquetas, mas como acontece sempre, não chegaram para todos.
Os artistas fora da gaveta podem escolher entre querer entrar para uma, ou ficar de fora e preocuparem-se apenas com as suas criações, porque independentemente da técnica usada, o que conta é o resultado final.Junho 2007
Podem ver o convite aqui.


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Quero aqui agradecer publicamente ao Mário o empenho e disponibilidade para “apadrinhar” a minha exposição.
Muito do que ali se pode ver é influência dele e dos saberes que foi transmitindo ao longo do Curso de Estética Fotográfica, que leccionou na Oficina da Imagem e de que fui um dos pupilos.
Obrigado, Mário.
Abraço.
Caramba Arlindo, até fiquei engasgado
Quem mostra iniciativa e garra, merece o meu apoio!
Um abraço
ola!
Boa tarde, estive presente na exposição, de Arlindo Pinto, não poderia deixar de mensionar aqui, o belo trabalho realizado, atravez de uma pequena máquina.
Gostei de todas as imagens, da forma como foram passadas nesse ecrâ, penso que realmente os dois estão de parabéns, força, o maior vencedor não é o que vence, mas sim o que vai a luta.
Susseço para os dois e para todos os artitas, que realmente lutam por um edeal.
JF
Obrigado pelas palavras amáveis Julieta.