Byblos report
Ontem fui finalmente à livraria Byblos. Ia com uma listinha de 3 livros para comprar (Contos de Eça de Queirós, Fantasia de Bruno Munari e Paris Mon Amour, editado pela Taschen) mas infelizmente não havia nenhum.
Começou a correr mal logo no início, quando fui à procura dos Contos nos ecrans de procura, já que apesar de eu ter introduzido o autor e o título, o motor de procura retornou todos os livros da base de dados com “Contos” no título. Desisti e fui procurar na estante, mas não havia a edição que eu queria (havia outras mas ou não tinham todos os contos, ou o tamanho da letra era mínimo). Como ponto a favor, tenho de felicitar a empregada que fez todos os esforços por encontrar a edição pretendida algures no interior da livraria. Como prémio pelo esforço, decidi que levava um antologia com notas explicativas e resumo biográfico, mas foi só, já que os outros dois livros acabei por os adquirir na FNAC. Noutra nota positiiva, a livraria tem muito espaço livre, só que eu preferia menos espaço e mais títulos disponíveis.
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“A pressa é inimiga da perfeição!” e “Devagar se vai ao longe…”.
A livraria tem tão pouco tempo de existência para já estar a 100%, para tão grande projecto!
Mas, realmente foi azar só ter encontrado 2 dos livros da “listinha” da 3 obras que pretendia, falo por experiência própria porque ainda a semana passada fui á Livraria Byblos com uma “listona” de 14 títulos e encontrei-os todos, e através dos painéis tácteis.
Olá EU!
Posso ter sido um pouco mauzinho quanto ao Eça de Queirós, mas irritou-me sobremaneira que a base de dados não estivesse afinada, não fazendo caso do facto de eu ter fornecido o autor desejado. Quanto aos outros dois não procurei no painel, percorri as estantes (velho metodo, embora demorado). Acho que a campanha de lançamento foi um bocado mal concebido, por colocar tanto ênfase na tecnologia e pouco na diversidade de escolha. A qualidade de uma livraria faz-se do empenho dos responsáveis e funcionário e da riqueza do inventário, espero (porque gosto de ter escolha) que a Byblos melhore e faça ter vontade de lá ir (como acontece agora com a FNAC).
Olá….
Eu acredito, acredito sempre que se pode melhorar o que quer que seja! Principalmente esta livraria que, a meu ver, tem grande potencial.
Quanto à campanha de lançamento que foi feita, não poderia ser de outra forma. Primeiro, as coisas nem sempre dependem só de uma parte, há todo um conjunto de situações; fornecedores, rupturas de stock, as editoras, demoras por isto e por aquilo… Não estou muito por dentro mas tento sempre colocar-me do outro lado. Depois num mundo concorrente como este, em que uns são lobos e outros carneirinhos, há que marcar a diferença ou pelo menos propor-se a isso. Senão… é só mais um!
Olá outra vez Eu. A minha critica não era destrutiva, era só um reparo de uma pessoa que gosta de livros e que muitas vezes não tem grandes hipoteses de “saborear” os espaços com calma. Eu espero que a Byblos se esforçe por melhorar e que marque a sua presença. Não me agradaria nada que todo o mercado seja dominado apenas por uma grande empresa vendedora de livros (e outros bens culturais). Quando chega ao mercado, uma empresa, por maior que seja tem sempre de fazer ajustes e procurar formas de diferênciação, mas é um facto que a Byblos precisa de criar animação e iniciativas que dêm vontade de ir até lá.
Eu! Mais vale quebrar que dobrar!
Pois é! mas mais uma vez digo que esse esforço depende de todos… Porque não deixar sugestões? Afinal não vivemos numa democracia?
Vá até à Byblos e deixe as suas propostas!
Eu sempre que posso opinar, tanto como reclamar, sinto-me no meu direito como cidadão… e faço-o sem pensar duas vezes.
Óh eu, vai à merda! Deves ter comissão
Criticando, não me parece que o insulto básico seja uma forma de argumentação, ainda para mais quando EU coloca a sua opinião de uma forma tão correcta.
Devo já dizer que não tenho problemas em apagar comentários ou colocar os mesmos sob moderação caso esta forma de “comentário” se repita.
Não costumo responder a provocações nem a afirmações de mau gosto, no entanto, como estou de fim de semana e posso dispender de alguma energia a mais vou argumentar com um pouco mais de nivel e de oportunidade. Acho que é com troca de opiniões que há evolução, por isso me senti com vontade de continuar este dialogo. Não, não tenho comissão (não tanto quanto você deve ter da FNAC, sim porque se eu defendi um ponto de vista - mais uma livraria) essa parte defendeu a FNAC como idolo o tempo todo (Atenção que eu gosto da FNAC). Francamente só fui à livraria 2 vezes, mas deve ter servido de alguma coisa porque , pelos vistos, os livros que escolho ensinam-me alguma coisa a mais que não ser mal educado!
Sugestão: Procure uma leitura mais adequada, tipo: “Cérebro um músculo fundamental!”
Muitos cumprimentos.
EU!
Efectivamente o comentário era despropositado e ofensivo, mas não gostaria que isso fizesse com que a troca de ideias se finasse.
Efectivamente defendi o modelo da FNAC, mas essa defesa tem uma razão. Já a frequento desde a sua implantação em Portugal e foi talvez a primeira vez em que se assumiram os bens culturais como bens que devem estar ao alcançe de todos e não apenas dos “intelectuais” como acontecia com as mal fornecidas livrarias dos anos 70, 80 e 90 antes da FNAC.
Já frequento livrarias desde essa altura e percebo bem o porquê da FNAC ter entrado nos hábitos de consumo de um forma tão esmagadora. Ora se a Byblos deseja criar uma livraria que tenha uma tão grande aceitação então deve efectivamente estudar quais as áreas onde pode prestar um melhor serviço e apostar nelas.
A FNAC tem vantagens por estar sempre situada em centros comerciais muito frequentados (embora não estejam nas Amoreiras) que já incluem estacionamentos, a Byblos pelo menos está junto às Amoreiras e basta andar um pouco até lá. A FNAC promove Showcases e actividades nos seus auditórios, o que atrai sempre pessoas que podem ser tentadas a comprar alguma coisa por arrasto. A Byblos pode fazer o mesmo. Uma área que achei que estava bem estruturada foi a àrea infantil, outra que me pareceu bem fornecida foi a da Banda Desenhada, há fans da BD em Portugal, talvez uma ligação a comunidades já existentes pudesse ser benéfica.
Pessoalmente desejo liberdade de escolha e um mercado diverso, tanto livrarias grandes como pequenos livreiros mais especializados e que todos tenham condições para desenvolverem os seus negócios, porque isso é muito benéfico para mim e para todos os que gostam de livros e outros bens culturais.