Rock in Rio - Feira Comercial da Bela Vista
Por circunstâncias que não são para aqui chamadas, fui ao primeiro dia do Festival Rock in Rio 2008 no Parque da Bela Vista. Não tinha ido a nenhuma das edições anteriores, e pelo que vi, a não ser que algum músico que lá vá me suscite uma necessidade muito imperiosa de o fotografar, não prevejo ir a mais nenhuma edição.
Aquilo é mais uma junção de centro comercial ao ar livre com enxertos de feira popular “high tech” do que um festival de música (com a falha grave de não ter visto farturas à venda). Ok, o conceito tem muita aceitação porque as pessoas enchem o recinto e têm pena que dure tão poucos dias, mas para quem entende a música como o mais importante de um festival, o parque da Bela Vista parece um local estranho. Nas horas em que por lá andei, pus-me a pensar que por aquelas bandas não se sentia que Portugal estivesse em crise, porque toda a gente andava por lá feliz a consumir a torto e a direito. Dos concertos desse dia apenas vi (mais através dos ecrans do que a olho nú) os concertos de Amy Winehouse e de Leny Kravitz.
Em relação a Amy, nem posso chamar ao que se passou um concerto, já que a voz dela se arrastava penosamente entre as notas que o seu grupo produzia, e ela não parecia em melhor estado que a voz. No cover de “A message to you Rudi” dos Specials até me pareceu que não cantou (não estragando dessa forma a muito boa prestação dos seus músicos). Depois desta experiência penosa, o Lenny Kravitz deve ter achado que não era má ideia animar a malta e ajudado por um som tonitruante(embora com agúdos a mais), pôs toda a gente bem disposta.
Apesar deste tom um pouco negativista não dei por mal empregue a noite, foi uma experiência que me permitiu vivenciar outros universos diferentes do meu e isso é sempre útil.
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