
Yaron Stavi – FMM 2008 / Foto: Mário Pires – Retorta.Net
Uma outra componente de um concerto para a qual devemos estar preparados é a iluminação do mesmo.
Os sistemas correntes permitem um controle e uma capacidade de iluminação com que os pioneiros nem sonhavam.
No entanto, quem controla a consola de iluminação é um técnico cuja missão é tornar o espectáculo o mais interessante possível para p público (bom, isto é a minha opinião de espectador, pode ser que os luminotécnicos descrevam a sua missão de outra maneira).
Ora por vezes o interesse visual da iluminação para o desfrute do espectáculo pelo público pode entrar em rota de colisão com a missão dos fotógrafos, já que há iluminações que são verdadeiros campos de minhas para os nossos esforços fotográficos. As minhas favoritas são as luzes brancas apontadas directamente às primeiras filas do público, gerando um contraluz que quase nos torna estrábicos em milissegundos!
Nestes casos podemos tentar a velhíssima técnica da silhueta parcial para compensar (senti falta de usar óculos escuros em alguns concertos!).

Ernesto Simpson – FMM 2008 / Foto: Mário Pires – Retorta.Net
Outra situação estimulante relaciona-se com os músicos que estão no fundo do palco e que passam o tempo quase todo na obscuridade ou com uma luz monótona.
Nestes casos ou se espera que haja um lampejo episódico de luz ou tenta-se uns truques de pseudo-silhueta para minimizar as desvantagens.

Nortec Colective – FMM 2008 / Foto: Mário Pires – Retorta.Net
Um concerto que juntou vários desafios foi o dos Nortec Collective. Para além de juntar luzes em tons de azul e vermelho, especialmente escolhidas para confundir os sensores, ainda estavam bastante poupadinhas em termos de potência luminosa. Os músicos, para além de estarem na penumbra também não se mexiam muito.
O remédio para todas estas situações é similar ao do “sniper”, posicionar-se correctamente e esperar que numa fracção de segundo consigamos apanhar uma altura em que as condições se conjuguem para conseguirmos pelo menos uma imagem aceitável.
De qualquer maneira, mesmo quando tudo está contra nós, desistir não é uma opção e não devemos baixar os braços.

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