Os participantes do Workshop de Estética Fotográfica que responderem ao meu desafio, já me mandaram as suas interpretações.
Hoje publico aqui com o seu acordo a primeira que me chegou de Guto Ferreira (texto e fotografias que se seguem):
A procura de “um dia azul” começou nas escadas da Sé, local onde figuras estranhas que visitam, raramente por devoção, chegam sem parar. Saem de autocarros de vários tamanhos e entram apressadas, alheias.
Testemunhas de séculos de visitas são as gárgulas da Sé.
Frias, como a manhã de Dezembro em que tudo aconteceu, estão ausentes a todo o rodopio de visitantes, turistas, crentes…
Encontrei-as serenas, no alto, em locais por elas escolhidos, de onde vêem o que mais lhes interessa. Mas não turistas. Olham em frente, para longe. Do alto onde estão apenas posso imaginar a vista, chegar lá é impossível. Só para gárgulas. Fito-as com curiosidade, receio, respeito, às vezes meio escondido. Há quem diga que estão vivas, que se mexem. Não me atrevo a ser descoberto.
Reparo na única companhia que têm no alto:alguns arbustos. De onde vieram? De que falarão? A sua presença dá mais vida ainda às gárgulas…
Serão estes arbustos aspirantes a gárgulas, futuras figuras do nosso imaginário?











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