A arte eléctrica de ser português – 25 anos de Rock’n Portugal
António A. Duarte
A Livraria Bertrand ao editar este livro nos idos de 84 talvez estivesse a pensar em vendas e lucros. O seu autor estava mais interessado em que lessem o livro e conhecessem o que lhe deve ter dado um trabalho monumental a pesquisar e escrever.
Apesar da capa a cores o miolo do livro é de uma qualidade muito precária, o papel é manhoso, a impressão das fotografias está de acordo com o padrão dos jornais da década anterior e a encadernação deu de si após um uso moderado.
Mas apesar de todos estes pecados imputáveis
Dos tempos de brasa da Revolução Portuguesa, ficaram algumas memórias pessoais e umas quantas relíquias.
Dos milhares de autocolantes que se produziam nestes tempos, guardei algumas dezenas num envelope. Não me lembro onde e como os comprei, mas perdido todo o significado politico prático, hoje apenas os vejo como imagens que analiso em termos de grafismo e criatividade.
Abaixo ficam dois exemplos gráficamente bem conseguidos relativos ao PCP e
Recorte da colecção pessoal do autor
No tempo em que a U.E.C. organizava concertos de rock.
Estive neste concerto, já o referi noutra ocasião (embora fosse capaz de jurar que o concerto foi no Coliseu dos Recreios, falhas da idade provávelmente).
Lembro-me que a Brigada Vitor Jara nessa altura ainda contava com a presença de Né Ladeiras, cuja cabeleira se destacava da de todos os outros. Não tocaram efectivamente, porque o atraso foi grande. Mas sinceramente não foi por causa deles que ali tinhamos ido, foi para vibrar com o poder dos AREA.