Comprei muito recentemente estes 3 livros, e embora nenhum deles seja muito volumoso, de todos retirei bastante satisfação.
Este livro de Bruno Munari é uma demonstração do que uma mente criavtiva pode fazer com um tema e meios extremamente humildes.

Duane Michals é um fotógrafo consagrado que sentiu necessidade de ser panfletário e fotográficamente incorrecto em relação a alguns fotógrafos (uns directamente nomeados e outos evocados sem grandes preocupações de subtileza). No seu livro “Foto Follies - How photography lost it’s virginity on the way to the bank” exprime sem rodeios a sua opinião sobre o mercado da fotografia de arte. Fartei-me de rir com as ideias fotográficas aqui expressas, só me lembrava do manifesto Anti-Dantas.

Por último, muito distante destas água agitadas, o livro de David Linch, “Catching the Big Fish“, apresenta as suas ideias sobre criatividade e processo de criação artística, que me deu muito que pensar em relação à minha prática fotográfica.
A Educação do Príncipe. Obras-primas da Colecção do Museu Aga Khan.
De 14 de Março a 6 de Julho de 2008
Galeria de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian
Ao contrário do BES Foto de 2007, este ano não me foi possível ir à inauguração (com grande pena minha porque a inspiração para a má-lingua é sempre grande!) do BES Foto. A edição deste ano versava mais em conteúdos fotográfico/decorativos, não se encontrando nenhum dos delírios botânicos e narcisistas do ano anterior.
Mas foi um pouco picar o ponto, já que nada daquilo me prendeu a atenção, tendo sido muito mais agradável o passeio em si do que o visionamento da exposição. Talvez um dia o BES invista em realizar workshops de uma semana com fotógrafos estrangeiros que tenham muito a comunicar a quem quer aprender e não apenas a estar presente.
Muito mais frutuosa foi a visita à exposição que encabeça esta entrada. Cada peça exposta encerrava um mundo de conhecimento e de arte, independentemente do seu uso original, ali estavam elas a falar connosco após séculos de uso. Aconselho vivamente uma visita.
Já conhecia a loja, mas nunca me tinha passado pela ideia encomendar pins personalizados, até que um dia pensei, e porque não ?
Como o investimento monetário não era grande, nem foram precisos grandes cálculos de ROI :).
Modifiquei ligeiramente o meu logotipo para se ajustar ao formato, enviei através do formulário próprio e alguns dias depois eis que eles chegam!
Ontem fui finalmente à livraria Byblos. Ia com uma listinha de 3 livros para comprar (Contos de Eça de Queirós, Fantasia de Bruno Munari e Paris Mon Amour, editado pela Taschen) mas infelizmente não havia nenhum.
Começou a correr mal logo no início, quando fui à procura dos Contos nos ecrans de procura, já que apesar de eu ter introduzido o autor e o título, o motor de procura retornou todos os livros da base de dados com “Contos” no título. Desisti e fui procurar na estante, mas não havia a edição que eu queria (havia outras mas ou não tinham todos os contos, ou o tamanho da letra era mínimo). Como ponto a favor, tenho de felicitar a empregada que fez todos os esforços por encontrar a edição pretendida algures no interior da livraria. Como prémio pelo esforço, decidi que levava um antologia com notas explicativas e resumo biográfico, mas foi só, já que os outros dois livros acabei por os adquirir na FNAC. Noutra nota positiiva, a livraria tem muito espaço livre, só que eu preferia menos espaço e mais títulos disponíveis.
Um cinzeiro azul - foto: Mário Pires - Retorta.Net
6 anos já me parece demasiado tempo, a Retorta já passou por 3 serviços alojados e 2 servidores de alojamento próprio desde o seu início em Dezembro de 2001.
Este último ano senti alguma dificuldade em encontrar assunto, já que a minha actividade se centrou mais nas reportagens fotográficas e videográficas de concertos (quando possível). Este blogue sempre foi demasiado genérico nunca se centrando num assunto específico por opção minha, sempre fui mais uma pessoa de imagens e acções do que de palavras. Afazeres crescentes e outros desafios têm também feito com que tenha dedicado muito menos tempo a este blogue do que era costume, pelo que se impõe um repensar deste espaço. A Retorta não vai desaparecer, mas preciso de escolher a melhor forma de presença.