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Lista onde se agregam conteúdos de blogues cujos temas reflectem uma grande variedade de temas e estilos. A lista pode sofrer alterações em qualquer altura, sendo a selecção dos blogues incluídos feita pelo editor deste blogue.

INDÚSTRIAS CULTURAIS » INDIELISBOA

Posted 4 hours ago

A 7ª edição do festival IndieLisboa vai decorrer de 22 de Abril a 2 de Maio de 2010. O festival, que apresenta longas e curtas-metragens, obras de ficção, filmes de animação, experimentais e documentários, tem como objectivo principal a promoção e divulgação de obras e autores nacionais e estrangeiros ao público em geral e aos profissionais do sector.

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INDÚSTRIAS CULTURAIS » CHÃO: NIMAS

Posted 4 hours ago

O projecto CHÃO: Nimas (Av. 5 de Outubro, 42B, Lisboa) leva a efeito, de 18 a 26 de Março de 2010, um programa dedicado ao cinema, reocupando o desígnio do cinema Nimas recentemente encerrado. Das sessões, destaco: Cinema, alguns cortes: Censura, filme de Manuel Mozos, 1999; Catembe, filme de Manuel Faria de Almeida, 1965; As Horas de Maria, filme de António Macedo, 1979; Kino Xtrem, projecção tripla com edição e som ao vivo, de Peter Sempel; Uma História de Vento, filme de Joris Ivens, 1988; O Vento, filme mudo de Victor Sjöström, 1928, acompanhado por sessão de sonoplastia ao vivo por Vasco Pimentel, Peter Bastien e Rui Viana Pereira; outros [ver informação mais detalhada aqui e aqui].

O Cinema Nimas foi instalado na década de 1970. À semelhança das salas-estúdio, apresentava filmes de diversos distribuidores e destinados a um público muito fiel, como a cinematografia francesa. Em Agosto de 2009, a sala deixou de funcionar como cinema e tem vindo a dedicar-se às artes performativas (música, dança, teatro).

O projecto Chão consiste na ocupação temporária de edifícios devolutos previstos para demolição ou remodelação, escolhidos de acordo com localização, estado de conservação e interesse arquitectónico. Assegurada a infra-estrutura mínima para o seu funcionamento, cada edifício é temporariamente ocupado por um programa de actividades definido a partir da especificidade do local. O programa é organizado por uma rede de colaboradores que coordenam as diversas áreas de intervenção e programação segundo uma estrutura flexível, adaptável a cada novo contexto.

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french kissin' » 

Posted 5 hours ago

Ferrat, por Fernando Alves.

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Ideias Soltas » Agostinho da Silva – do fazer e do ser

Posted 5 hours ago

O que faço só importa
se traduz o que vou sendo
se assim não for tudo é nada
só finjo que estou fazendo.

Agostinho da Silva, Quadras Inéditas, Ulmeiro, 2.ª ed, 1997

Tags: Agostinho da Silva, Cultura, Livros, Palavras Perdidas no Tempo, Pensamentos, Poesia, Quadras

Textos Relacionados:

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Da Literatura » ESPECIAL LEI DA ROLHA

Posted 5 hours ago

Brevíssimo apanhado, a partir da leitura de mais de cem posts sobre a Cláusula Santana, aprovada por larga maioria no 32.º Congresso do PSD. Sublinhar que Manuela Ferreira Leite não votou, porque o presidente do partido não vota, mas declarou o seu apoio à medida. A imagem é do Pedro Vieira.

Ana Matos Pires: «Expliquem-me como se tivesse 4 anos, passou a não ser possível criticar a direcção do PSD nos 60 dias que antecedem um acto eleitoral?»

Ana Vidigal: «Leve a ‘rolha’ e o taco de baseball (para os resistentes à ‘rolha’), enfim, resolva o problema da asfixia de uma ‘mocada’ só! (mas que é chique a valer, lá isso é!).»

Filipe Nunes Vicente: «tanto faz uma lei da rolha oficial como uma oficiosa [...] O que é verdade é que o PS vai rir muito. Agradeçamos ao dr. Santana Lopes.»

Francisco José Viegas: «O congresso de Mafra resolveu impedir os militantes do PSD de se pronunciarem ‘negativamente’ sobre a direcção partidária nos sessenta dias que precedam eleições. Ou seja, durante dois meses o PSD autoriza a ‘asfixia democrática’, com lei e articulado. Salvo erro, a medida é anticonstitucional. Para quem criticava a forma como os militantes do PCP elegiam os seus líderes, parece coerente, não?»

Joana Carvalho Dias: «Depois admirem-se. José Sócrates deve estar com dificuldade em conter o riso, e com razão. Foi para isto que se fez um congresso? [...] E porque é que fico (eu e outros, com certeza) com a sensação que esta proposta de PSL, com o cheiro do rancor, visa um ajuste de contas com José Pacheco Pereira

Luís Januário: «À hora em que Pacheco Pereira nos tentava dinamitar o cérebro com uma evocação de Rafael Bordalo e da sua sátira à Lei da Rolha, os congressistas do PSD aprovavam, com a pudica reserva dos futuros líderes, a pena de expulsão aos que ousem criticar os dirigentes. [...]»

Luís Rocha: « [...] Esse mesmo partido acaba de manchar um Congresso com a aprovação de uma “lei da rolha” proposta por um tipo (PSL) em eterno ajuste de contas com o passado [...] tudo feito com a complacência bovina de centenas de delegados e de todos os candidatos e antigos presidentes. Foi aliás patético ver todos os candidatos, de forma muito politicamente correcta, a manifestarem a sua discordância com tal norma no final do Congresso, mas nenhum teve a hombridade de a contestar abertamente no plenário. Todos provaram assim a sua falta de grandeza. [...]»

Manuel Castelo-Branco: «Fiquei sem perceber se os 60 dias de blackout contra a direcção são úteis ou de calendário. [...]»

Miguel Abrantes: « [...] Da aprovação desta norma resulta uma mensagem clara: para já, aplicamo-la cá dentro; depois, logo se vê. [...]»

Paulo Gorjão: «Se Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes pudessem, as sondagens também eram proibidas nos 60 dias antes das eleições. Assim é que era uma democracia bonita: sem vozes divergentes, sem sondagens incómodas, sem essas coisas aborrecidas inerentes a um regime democrático.»

Paulo Querido: «Um cavalo armadilhado, não de Tróia, mas de Manuela, é o que fica no PSD após o congresso que hoje terminou na terra do Piquenicão [...] Muitos estão a concluir, desgraçadamente, que não era gaffe, afinal, a ideia de Manuela Ferreira Leite de suspender a democracia por 6 meses.»

Pedro Vieira: «foi pena ninguém se ter lembrado da mordaça quando os puseste a todos a cantar o menino guerreiro»

Tomás Vasques: «O Convento de Mafra ficará para sempre ligado à asfixia democrática. Uma maioria qualificada de delegados ao Congresso do PSD, representando o «sentir» do partido, proibiu a liberdade de expressão aos militantes sociais-democratas: ninguém pode criticar os seus dirigentes. Agora já se percebe melhor o que se tem passado na Comissão de Ética e o que se vai passar na Comissão de Inquérito. A verdade é como o azeite…»

Valupi: «Não há melhor epitáfio para a desgraçada passagem de Ferreira Leite pela liderança do PSD do que a hilariante lei da rolha aprovada em Mafra. / Mas se eles nem sequer conseguem respeitar a liberdade dos militantes, que estragos querem ir fazer para o Governo?»

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Modus vivendi » Sir John Hoppner

Posted 8 hours ago

beldade em finais do século XVIII

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INDÚSTRIAS CULTURAIS » ENCERRAMENTO DA REVISTA OS MEUS LIVROS

Posted 9 hours ago

A revista Os Meus Livros tem em circulação o último número, após cinco anos de existência. Novidades, entrevistas e números temáticos eram razões positivas para a revista. Razões negativas: quebra na publicidade e estagnação de vendas.

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INDÚSTRIAS CULTURAIS » PORTUGAL SEGUNDO AGUSTINA

Posted 9 hours ago

Agustina Bessa Luís é uma mulher já velha (nasceu em 1922), li que está doente. Mas o seu livro Fama e segredo na história de Portugal, agora publicado pela editora Guerra e Paz, é dos textos mais lúcidos que li sobre o nosso país e a sua história.

O livro atraiu-me primeiro enquanto objecto gráfico, que é muito belo. Depois, li-o num só tempo, não do começo para o fim mas saltitando de capítulo em capítulo, procurando confirmar o que sabia da História do país.

Nem tudo o que ela escreve se considera exacto. Isso explica-se pelo facto de ser romancista e, assim, ser uma historiadora ocasional que mistura o facto com a ficção, como o confessa na página 61: "Não é do meu entendimento e obrigação adiantar alguma coisa à História de Portugal, já escrita e comentada por pessoas doutoradas para isso. No que me aparento com os cronistas é na tentação de romancear e meter diálogos fictícios onde só se ajustam secos relatos".

Divide o livro em doze capítulos, a que chama óperas, designação que vale muito. A ópera tem dramatismo, música, teatralidade, personagens verdadeiras e fictícias, vencedores e trabalhadores com pouca produtividade, fado e aparências. Escreve sobre homens de que se conhece pouco, como Viriato, que ela afirma não ser oriundo da Serra da Estrela mas de Zamora ou mesmo celta e que os guerreiros romanos enalteceram como militar para justificar o prolongamento de guerras e as recompensas financeiras do esforço, e Afonso Henriques, nascido malformado das pernas e reabilitado talvez porque trocado por outra criança pelo que se compreende a sua luta contra a mãe.

Fala também da homossexualidade de D. Sebastião e do infante D. Henrique, e do distinto investimento de um e de outro, o primeiro embarcando numa aventura desastrosa e dramática para o país, o segundo contribuindo quer para o desenvolvimento do país quer para a sua riqueza pessoal. Não manifesta paixão pela Ínclita Geração, mas chama a atenção para o papel de duas mulheres: Filipa de Lencastre e Isabel, a filha de tipo meridional (p. 66), ao invés dos quatro filhos, mais próximos da matriz fisionómica da mãe inglesa. Outras mulheres analisadas por Agustina são Leonor Telles, com capítulo próprio, e Carlota Joaquina, mulher de D. João VI. Dela, define a escritora: "Carlota Joaquina é desses exemplos de mulheres feias que se virilizam pelas decepções do seu sexo" (p. 134). Logo depois, escreve que a rainha "moía o juízo" a D. João VI, não louco mas frágil, que fugiu de Portugal para o Brasil temendo o exército francês de Junot e regressando aqui, deixando o grande país do outro lado do Atlântico pronto para a independência.

De Salazar não se comove nada, ela que é uma mulher do norte e de ideias conservadoras. Chama-lhe o "senhor Esteves", porque os jornais noticiavam a ida a variados locais após a sua presença: "Salazar esteve…" (p. 187). E surpreende quando fala da sua família e confessa a aproximação desta a Afonso Costa: "Desde criança que eu ouvia o nome de Afonso Costa pronunciado com emoção e louvor. E a república pairava como um lábaro por cima do candelabro da sala de jantar" (p. 166). Mas mostra-nos a resolução do pai dela: "No meio do seu silencioso e quase fanático afonsismo, meu pai teve uma ideia genial: mandou-me educar pelas doroteias". No capítulo sobre Afonso Costa, a escritora opõe-no a Sidónio Pais, num dos melhores capítulos do livro. Afonso Costa e Sidónio Pais encarnam, se quisermos, dois tipos de sociedade populista, do mesmo modo que D. Carlos e o seu primeiro-ministro João Franco, que haviam feito um pacto: se um abdicar ou pedir a demissão, o outro também se afastaria. Após o regicídio de 1908, João Franco disse e cumpriu: "Acaba-se tudo e eu também" (p. 159).

As figuras públicas retratadas, alguns dos mais proeminentes dirigentes do país desde Afonso Henriques – ou mesmo antes, com Viriato -, são despidas de preconceitos, de ideias formadas à priori, e julgadas na sua condição de humanos, fracos na carne, hábeis nas traições, na cobiça e nos objectivos comerciais. São retratos como a pintura realista nos habituou séculos atrás, mostrando os defeitos, as tendências, os vícios e algumas virtudes, sem o actual photoshop que abrilhanta as faces e os contornos. É, se quisermos, um livro impiedoso e mordaz. Mas é também um texto sobre o delírio e a melancolia, características genéticas dos portugueses, segundo o pensamento dessa nascida em Vila Meã, em Amarante, onde as mulheres costumam falar e observar os detalhes com sentido pragmático mas menos elegância. Além de chamar a atenção para a nossa proverbial desatenção (o habitual não ver longe, ao contrário de Duarte Pacheco, ministro de Salazar, homem de grande visão, e que se repercute hoje nas indecisões quanto ao novo aeroporto a servir Lisboa, por exemplo) (p. 185), para o espírito solitário e não de comunidade do país (a decisão na solidão e sem amigos e o desconhecimento do que pensavam intimamente D. Sebastião, Salazar, João Franco, no que resultou em grandes tragédias) e para o aceitar preconceitos (Salazar teve um berço humilde, o que não se perdoa, como se faz hoje a Cavaco Silva) (p. 182).

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cocanha » Jean Ferrat

Posted 17 hours ago



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french kissin' » 

Posted 18 hours ago

up in the air. algures em áfrica, há duas semanas.

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Viver na Alta de Lisboa » Nas minhas mãos

Posted 18 hours ago

A Dona Cândida tem 86 anos e é viúva. Vive num prédio antigo, de um bairro que não é novo, numa cidade que já não é nem menina nem moça. Antes de dormir, come duas bolachas de água sal empapadas num chá verde morno. Como tem poucas posses e ainda menos amigos, não instalou telefone. A Dona [...] [Link]

french kissin' » 

Posted 18 hours ago

na revista de imprensa matinal, pivô e convidado tecem loas a uma reportagem sobre istambul num dos jornais de lisboa. chegam a realçar o estilo do autor, miguel sousa tavares. acontece que a reportagem era de tiago salazar, mst apenas coordena a secção. na tagarelice nacional tudo se nivela, se indiferencia. há uma desinformação subterrânea que tudo engole.

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Modus vivendi » Ao Poeta

Posted 22 hours ago

Talvez ao poeta baste o ritmo das palavras em desafios murmurantes e os gritos explosivos; o desafio do andor carregado e a luz introduzida sob o manto; ser o ocorrido e a versão descontrolada do início: indícios não bastam ao poeta que continua e termina e recomeça. Talvez ao poeta baste a incompreensão dos ares satisfeitos dos bonecos alçados à condição de estetas; profetas em voz alta ensaiam temas preferidos aos tontos espíritos desnecessários. Talvez baste ao poeta a sensação de antes de a matéria ser solidificada e flutue em asas descobertas aos ventos de solidário espaço. Talvez ao poeta baste o atentar sereno das noites antagônicas e os dizeres gravados nos panfletos que são entregues anônimos. Talvez baste ao poeta o fruir da fruta ao gosto menos azedo das notícias participando mortes antes do tempo (todo o tempo é antes) previsto na antecipação frígida das esperas. Talvez ao poeta baste levantar a mão e pedir ao garçom a bebida de sempre, a comida deixada sobre o prato, o distrato entre amigos após a ceia: cada um em seus afazeres. Talvez ao poeta baste saber-se nu diante da hora acertada para a volta; ser da revolta o ânimo e da crueldade explicitada em nomes o anônimo revoar das aves; sobre as aves ao poeta cabe recriminar a mão que oferece o pouco. Talvez baste ao poeta ser poeta. Adivinhar no texto a descoloração do átimo, o pátio de desertadas árvores infrutíferas; o desfolhar do outono, o renascer primaveril das flores em pétalas abertas. Talvez ao poeta baste discorrer em mãos agitadas ao vazio sobre a perdição, a contrição, a educação adulterada em números e cientificamente expor ao todo o menos; ao menos cabe o protesto. Talvez ao poeta baste a consecução do plano invertido em sonhos de descidas aos infernos particularizados no extrato do infortúnio; ser seu próprio oposto de reescritas notas no esforço desconcentrado ao nada. Talvez baste ao poeta o anúncio do amor distanciado em dias, meses, anos e décadas: o reencontro no aperto sentido – o grafite quebrando a ponta – como lâmpada queimada: a tortura acompanhada à porta pelo degredo do segredo sendo revelado. Talvez ao poeta baste o reconhecimento da presença e a indiferença rente ao caminho não percorrido; o banco da praça ocupado pelo corpo despreparado em ocorrências e a decorrente história mal contada. Talvez ao poeta baste olhar o perto e retirar o longe desconhecido em físicos acidentes: a geografia estanque do planeta; o lento deslocar das placas. Talvez baste ao poeta a necessidade da urgência intercalada ao langor do isolamento. Saber ficar estático e revolver as cinzas em busca do acidente. Talvez ao poeta baste alisar o pelo do animal sobre o colo deslocado, descobrir ensinamentos simiescos ensimesmados aos ensinamentos. Talvez ao poeta baste possuir a chave enferrujada da porta secundária por onde entram minotauros instalados nas peças lendárias dos amantes. Talvez ao poeta baste realizar o sonho da criança perdida em crescimento: recuar ao tempo anímico das paredes sendo preenchidas em riscos produzindo imagens do dia acondicionado. Talvez baste ao poeta se desvencilhar da hora categórica dos negócios, perder o prumo, o rumo, desviar das pedras rolantes dos embustes; salvar a pele do desconsolo e o tédio dos amantes. Talvez ao poeta baste se dizer distante o tanto permitido, perto o quanto possuir de forças para se entranhar nas notícias repetidas. Talvez ao poeta não baste o descobrimento de novas terras, exija reconhecer a profundeza espacial dos mares e o executar da sinfonia dos cometas: em suas caudas, sabe o poeta, trafegam poeiras estelares. Pedro Du Bois

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Da Literatura » O CONGRESSO DO PEDRO, 3

Posted 22 hours ago

Por 352 votos a favor, 76 contra e 102 abstenções, o 32.º Congresso do PSD aprovou uma norma estatutária, proposta por Santana Lopes, que impede os militantes do partido criticarem os órgãos directivos nos 60 dias que antecedem qualquer acto eleitoral. Admirados? Não sei porquê. Helena Roseta foi expulsa do partido por discordar da sua estratégia. Ou já se esqueceram?

Sem surpresa, Manuela Ferreira Leite acha «muito bem» que haja sanções disciplinares para os heterodoxos. Isto da claustrofobia é muito bonito na casa dos outros. Em todo o caso, malgré o perfume norte-coreano da Lei da Rolha, ela consegue ser menos ridícula do que a intenção de Pedro Passos Coelho acabar com… o subsídio de desemprego!

Muito significativa, também, a falta de quórum no momento da votação da proposta de 2.ª volta nas directas.

Como diz o Bernardo Pires de Lima, « Uma campanha na base da claustrofobia democrática. Uma pós-campanha marcada pela asfixia democrática. Um congresso que termina com a mordaça democrática. Aguardo petição pública seguida de manif sobre o assunto

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french kissin' » 

Posted 23 hours ago

não me irrito quando me respondem: coca-cola não temos, pode ser pepsi? este anúncio, a partir da mais famosa canção dos who, dá-me razão.

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INDÚSTRIAS CULTURAIS » ALICE

Posted 24 hours ago

Realidade e fantasia, juventude e velhice, crescimento e maturação, múltiplas cores – eis algumas palavras para escrever sobre o filme de Tim Burton, Alice no País das Maravilhas (a partir dos livros de Lewis Carrol).

Na sala de cinema onde vi o filme não havia 3D, mas a maravilha é semelhante, creio. As melhores pessoas são meio loucas, diz Alice (Mia Wasikowska), repetindo o que o pai lhe respondia quando ela descrevia os pesadelos que tinha. O seu universo incluía coelhos com colete, um chapeleiro meio louco (Johnny Depp), as irmãs inimigas rainha vermelha (Helena Bonham Carter) e rainha branca (Anne Hathaway), o escudeiro da rainha vermelha ou Valete de Copas (Crispin Hellion Glover), os gémeos gordinhos Tweedle-Dee e Tweedle-Dum (Matt Lucas), o gato de Cheshire, o arganaz e a lagarta (Alan Rickman), com música composta por Danny Elfman.

O País das Maravilhas que Alice conhece é um lugar habitado por seres mágicos e dominado pela maléfica Rainha Vermelha ou de Copas, guardada por um exército poderoso e por cortesãos que a bajulam temendo ser mortos caso não a agradem. A história, que segue um percurso diferente do escrito por Carrol e tem apoio das tecnologias de programação digital, produzindo muitos efeitos, acaba com a derrota da rainha pérfida e o regresso de Alice ao mundo real, onde recusa um pedido de casamento e inicia uma vida de aventura comercial, numa época em que a Inglaterra vitoriana dominava o mundo graças à sua frota marítima.

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INDÚSTRIAS CULTURAIS » FIM DE REPASTO

Posted 24 hours ago

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A Origem das Espécies » Asfixia e medinho.

Posted 25 hours ago

O congresso de Mafra resolveu impedir os militantes do PSD de se pronunciarem ‘negativamente’ sobre a direcção partidária nos sessenta dias que precedam eleições. Ou seja, durante dois meses o PSD autoriza a ‘asfixia democrática’, com lei e articulado. Salvo erro, a medida é anticonstitucional. Para quem criticava a forma como os militantes do PCP elegiam os seus líderes, parece coerente, não?

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Da Literatura » O CONGRESSO DO PEDRO, 2

Posted 30 hours ago

Se o PSD não existisse tinha de ser inventado. O Congresso era para durar dois dias. Mas na sexta foi decidido, ao mais alto nível, encurtar os trabalhos para 12 horas. Ontem voltou ao formato dos dois dias. Forma de garantir a presença de Santana? É provável.

Diz Luciano Alvarez no Público online: domingo, 10:20h, « Rui Machete dá início aos trabalhos. Não estão mais de 30 pessoas na sala. [...]» Os delegados são mais de mil. Nenhum candidato a líder está presente.

Para aprovar a mudança de estatutos é necessária a presença de 60% dos delegados. Vai haver quórum? A ver vamos.

[Foto: Público.]

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Da Literatura » CASAMENTO NO RATTON

Posted 30 hours ago

Cavaco Silva requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva de quatro artigos da Lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O único que não suscitou dúvidas ao Chefe de Estado foi o artigo referente à adopção, que fica interdita a casais do mesmo sexo. O diploma seguiu para o Palácio Ratton acompanhado de um parecer de Freitas do Amaral.

A decisão de Cavaco Silva deve ter irritado profundamente a direita caceteira. Os sectores mais conservadores da direita e de algum centro-esquerda não lhe perdoam a omissão. Cavaco Silva não apoiou a realização de um referendo. Não deu sinais de estar ao lado da Manif Pegado & Bacelar. (Um presidente mais emotivo, e escuso de citar nomes, teria descido a Avenida da Liberdade.) Não exerceu o veto político. A mensagem da Presidência da República é isenta de comentário. Ou seja, tem agido, como lhe compete, by the book. Isso decepciona grande parte dos que o elegeram. Antes assim.

[A foto de Laura Levine, obtida em 1983, mostra o artista plástico Keith Haring a tomar o pequeno-almoço com Juan DuBose, seu companheiro.]

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Modus vivendi » O Crepúsculo do Amor III

Posted 31 hours ago

"Acho que com «amor» ele se referia a uma estranha, estimulante e também reconfortante combinação de intimidade sexual e emocional, excitação, satisfação, amizade, companheirismo, respeito e confiança, que surge como uma miragem no caminho de quase toda a gente quando a puberdade avança, mesmo nos nossos dias, pelo menos para os lados de onde eu venho. Claro que o passar do tempo tende a filtrar as coisas, que é a razão por que temos o romance, mas em regra no princípio é, enganadoramente, uma combinação bastante harmoniosa." Robert Dessaix, in O Crepúsculo do Amor – Viagens com Turguéniev", trad. José Lima

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Modus vivendi » Portinari

Posted 31 hours ago

domingo

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INDÚSTRIAS CULTURAIS » CARTAS DO JAPÃO III – TRADIÇÕES

Posted 33 hours ago

[textos e imagens de Rita Botelho]

As duas primeiras fotografias foram tiradas no desfile que ocorreu no último dia (17 de Julho de 2009) de um dos maiores festivais em Kyoto e do Japão: Gion Matsuri. Durante três noites seguidas, a baixa da cidade fica cortada ao trânsito e as ruas enchem-se de pessoas e de tendas onde se vendem comidas tradicionais de rua como yakitori, taiyaki, takoyaki e okonomiyaki. Quase todas as raparigas vestem a sua yukata que é uma espécie de Kimono mais leve para o Verão. É uma festa dedicada aos deuses com o objectivo de proteger o país das pragas, fogos, inundações e terramotos. No festival, são retratados episódios passados e, por isso, é sem dúvida, uma oportunidade única de ver os trajes tradicionais e os rituais do povo japonês.



Em todos os Santuários shintoístas, podemos encontrar na entrada uma base de madeira ou pedra com água fresca para os visitantes lavaram as mãos, a cara e até beberem água como ritual de purificação, como se observa na imagem seguinte. Cada pessoa pega numa concha de bambu que é muito útil para não salpicar o vizinho do lado. É também curioso observar a utilidade prática destes reservatórios de água que estão espalhados por toda a cidade (devido ao elevado número de santuários) durante o Verão extremamente quente e húmido de Kyoto. É comum ver durante esta época mais turistas a refrescarem-se do que habitantes locais, a purificarem-se.

A fotografia seguinte foi tirada à saída de um espectáculo único no centro de Kyoto em que as gueixas e maikos (aprendizes) de vários bairros tradicionais em Kyoto mostram os seus melhores trajes, dançam, cantam e tocam instrumentos musicais tradicionais, tal como se fazia há séculos atrás. Este é um espectáculo único pois só ocorre uma vez por ano e a única oportunidade de ver ao vivo, juntas, as gueixas mais populares de Kyoto. A autora, infelizmente, não teve acesso ao espectáculo mas passou por acaso à porta da sala de espectáculos quando as artistas estavam a sair e a dirigirem-se para os táxis. Esta imagem em particular, captou-lhe especial atenção pela expressão facial da gueixa e do seu acompanhante.

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french kissin' » 

Posted 42 hours ago

soube pelo João Lopes da morte de Jean Ferrat.
Ferrat era um dos meus cantores fetiche.
o texto de JL aborda especialmente a faceta política. mas o que me comove nele são as canções de amor. poemas de aragon, por exemplo, entoados com voz quente.

La femme est l'avenir de l'homme

Aimer a perdre la raison

Que serai je sans toi?

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cocanha » Das artes e das ciências

Posted 43 hours ago

Um clássico é sempre um clássico. Mesmo num tratado do século XIX, dedicado ao estudo anatómico do género humano, não há negro nem orangotango que chegue aos pés de um Apolo do Belvedere ou de uma Vénus de Praxíteles.


J.B.Racine, Duhamel, grav. ; J.J. Virey, autor do texte, Illustrations de Histoire naturelle du genre humain, 1801 (ilustrador:Julien Joseph Duhamel, bnf.fr


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INDÚSTRIAS CULTURAIS » A ILUSTRAÇÃO NAS REVISTAS

Posted 47 hours ago

Revistas das décadas de 1910 a 1940 e suas ilustrações é a proposta do livro de Theresa Lobo, professora associada do IADE, Ilustração em Portugal 1910-1940. Ou melhor, a autora escreve sobre os ilustradores que publicam trabalhos em magazines, jornais e cartazes.

Modernidade, capas, moda e ilustradores em publicações como Ilustração Portuguesa, Sempre Fixe, Cinéfilo, Imagem, Presença, Panorama e muitas mais têm aqui uma análise de muito interesse.

Theresa Lobo chama a atenção, por exemplo, para o magazine da década de 1920 como espelho e consciência de um quotidiano vibrante e de euforia pós-guerra. O magazine tornou-se um hábil fabricante de imagens (fotografias, desenhos), com um gosto e uma estética específicos. Portugal, que viveria uma época bastante agitada e controversa, aparece nessas imagens e ilustrações como uma boa representação.

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INDÚSTRIAS CULTURAIS » TOQUE DE CAIXA NA FNAC

Posted 48 hours ago

O grupo Toque de Caixa actuou na FNAC do Colombo (Lisboa) (11.3.2010). Deixo aqui um curto vídeo que fiz.

Toque de Caixa nasceu com os cantares de janeiras, no Natal de 1985. O gosto comum pela música tradicional fez com que os seus músicos, um grupo de amigos, prosseguissem a recriação de novos ambientes sonoros.

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INDÚSTRIAS CULTURAIS » PRIMAVERA A CHEGAR A OEIRAS

Posted 2 days ago

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Posted 2 days ago

Um homem de 64 anos, com a idade mental de 10, foi sujeito a uma década de bullying por um grupo de jovens, até que morreu de ataque cardíaco. Em Inglaterra.

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Modus vivendi » oculto fogo

Posted 2 days ago

Hoje deitei-me junto a uma jovem pura como se na margem de um oceano branco, como se no centro de uma ardente estrela de lento espaço. Do seu olhar largamente verde a luz caía como uma água seca, em transparentes e profundos círculos de fresca força. Seu peito como um fogo de duas chamas ardia em duas regiões levantado, e num duplo rio chegava a seus pés, grandes e claros. Um clima de ouro madrugava apenas as diurnas longitudes do seu corpo enchendo-o de frutas estendidas e oculto fogo. Pablo Neruda

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Da Literatura » O CONGRESSO DO PEDRO

Posted 2 days ago

Se nos lembrarmos que Mafra está associada à fuga (em 1807) da corte portuguesa para o Brasil e à partida (em 1910) de D. Manuel II para o exílio, vemos como o 32.º Congresso do PSD não augura nada de bom. Santana Lopes conseguiu impor o seu Congresso à revelia do Gotha do partido, com a putativa e legítima intenção de virar o caos a seu favor, mas a força dos baronatos e a dinâmica de Pedro Passos Coelho levou a melhor. A decisão, tomada por Machete, de despachar tudo hoje, releva do bom senso. A convocatória basista obriga alguns notáveis a sair de Lisboa, mas nenhum está disposto a pernoitar nos quartos da D. Briolanja ou em hotéis de duas estrelas.

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Da Literatura » JUSTIÇA SINDICAL

Posted 2 days ago

Por razões fúteis de explicar, não leio o i. Mas isto que me fizeram chegar dá que pensar. Em artigo assinado por Inês Cardoso, publicado anteontem, o jornal do grupo Lena revela:

« Os dois procuradores que conduzem a investigação ao processo Freeport não pretendiam denunciar as pressões de Lopes da Mota por entenderem que o caso não tinha a relevância que acabou por assumir. A acusação foi precipitada pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, havendo no processo disciplinar, a que o i teve acesso, alusões a uma “estratégia de política sindical” relativamente ao episódio que alimentou meses de debate público, levou por duas vezes o ex-ministro da Justiça, Alberto Costa, ao parlamento e culminou na demissão de Lopes da Mota da presidência da Eurojust

Também ficamos a saber que o procurador Paes de Faria confessou ter ficado «surpreendido e não menos incomodado» quando ouviu o presidente do sindicato, João Palma, prestar na televisão declarações sobre as pressões. Segundo o i, o procurador Paes de Faria seria « próximo de João Cravinho e eventualmente hostil ao primeiro-ministro».

Os comentadores que tão pressurosamente se babaram com a demissão de Lopes da Mota deviam reflectir nestas histórias de porteira. Uma vez instalada, a cultura da vendetta fará o seu caminho. Ou julgam que os seus, quando chegarem ao poleiro, têm direito a blindagem?

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Modus vivendi » around my life

Posted 2 days ago

He put the belt around my life,— I heard the buckle snap, And turned away, imperial, My lifetime folding up Deliberate, as a duke would do A kingdom’s title-deed,— Henceforth a dedicated sort, A member of the cloud. Yet not too far to come at call, And do the little toils That make the circuit of the rest, And deal occasional smiles To lives that stoop to notice mine And kindly ask it in,— Whose invitation, knew you not For whom I must decline? Emily Dickinson

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Modus vivendi » O Crepúsculo do Amor II

Posted 2 days ago

"Quaisquer que sejam actualmente as limitações do nosso vocabulário, conseguimos desconstruir a irritante palavra «amor»." Robert Dessaix, in O Crepúsculo do Amor – Viagens com Turguéniev", trad. José Lima

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french kissin' » 

Posted 3 days ago

tropecei numa charla de mário crespo com josé gil, o filósofo.
aquele dircurso é assustador. aquela incompatibilidade com o real. aquela auto-satisfação com o jogo de palavras. aquela circularidade inconsequente de verdades feitas, frases sonantes, coisa nenhuma.
temos naquela filosofia a nossa literatura de auto-ajuda. conforta-nos a miséria moral colectiva que ali se retrata. rejubilamos com o niilismo esclarecido.

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