Educação

Lista onde se agregam conteúdos de blogues que abordam a temática da Educação. A lista pode sofrer alterações em qualquer altura, sendo a selecção dos blogues incluídos feita pelo editor deste blogue.

A Educação do meu Umbigo » A Dimensão Esquecida (?) Da Docência

Posted 3 hours ago

Há pouco tempo, em resposta a uma questão sobre como era possível a um(a) professor(a) conduzir uma sala de aula e o que era mais importante, tentei explicar que o debate tradicional está espartilhado à partida quando se faz uma oposição redutora entre os que defendem o primado do conhecimento científico a transmitir (conteúdo) e os que defendem o primado das metodologias da transmissão de conhecimentos (a forma).

Porque, numa sala de aula, se é importante que o(a) docente domine o conhecimento que pretende transmitir e que o saiba transmitir de um modo eficaz (quantos professores tivemos, mesmo no ensino superior, que podiam ser muito bons numa dessas dimensões, mas eram fracos ou mesmo péssimos na outra), também é muito importante uma terceira dimensão que é a que mais dificilmente se consegue adquirir e desenvolver na formação inicial ou contínua, tanto pela inexistência da dita formação específica, como de certas características decorrerem demasiado das características pessoais de cada indivíduo. Falo, obviamente, das capacidades de relacionamento interpessoal ou, numa visão mais popularizada nos últimos anos graças a David Gooleman, da inteligência emocional, ou seja, da identificação e capacidade de utilização das emoções nos outros e em nós, canalizando-as de uma forma eficaz.

Esta é a competência (como se diz agora) ou capacidade mais difícil de ser desenvolvida, ou aperfeiçoada, porque resulta de um conjunto de qualidades que em muito são intrínsecas a cada individualidade, desde logo a capacidade de despertar empatia nos interlocutores.

A obra que destaco neste post (e que julgo já ter referido há uns meses) corresponde a uma investigação decorrente da formação em gestão de emoções junto de um grupo de professoras do 1º ciclo. A metodologia pode despertar algumas reservas em algumas pessoas, nem todos pressupostos ou conclusões serão partilháveis por todos (acho mesmo que a certo nível, são demasiado unilaterais por quase responsabilizarem em exclusivo uma das partes na relação pedagógica e pessoal), mas há constatações muito interessantes.

Passo a destacar algumas passagens das páginas 505-506 que acho bastante interessantes:

Depois de uma intervenção junto das professoras, verificou-se que naquelas que tinham uma atitude de permissividade em relação às regras de comportamento, que foram mais trabalhadas e implementadas de forma orientadora nesse caso, os alunos tomaram consciência do seu comportamento, havendo uma mudança significativa na ideia que os alunos têm do seu comportamento. Ou seja, os alunos passaram a achar que eram mais mal comportados. A tomada de consciência é o primeiro passo para qualquer processo de transformação.

Mais uma vez se verifica que o trabalho que se faz com as professoras provoca igualmente mudanças nos alunos, o que reforça uma das ideias que serviu de guia a esta investigação; a de que, para se mudar a realidade de uma sala de aula, o melhor é começar por uma intervenção que mude em primeiro lugar os comportamentos e as atitudes das professoras.

(…)

As dificuldades que as professoras sentiram em mudar de atitudes na sala de aula vieram pôr em evidência alguns esquemas estereotipados e crenças educacionais tradicionalmente utilizadas na condução das aulas, assim como a importância que as características pessoais e os problemas da vida pessoal das formandas podem ter igualmente nos processos de mudança.

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A Educação do meu Umbigo » Opiniões – Henrique Monteiro

Posted 5 hours ago

(não é o director do Expresso, é bom de ver…)

Vista de um ponto!

“O CDS-PP quer debater com urgência, na Assembleia da República, o «bullying em meio escolar» e tudo o que se relaciona com a «violência, agressões e indisciplina na escola». “

O tema deste debate só peca por tardio, dada a inusitada violência que todos os dias grassa nos nossos estabelecimentos de ensino, de Norte a Sul, do Interior ao Litoral. Pode parecer uma afirmação dotada de alguma radicalidade ou extremismo, mas a realidade é que as escolas estão em vias de abandonar, por completo, a função formativa/educativa que sempre assumiram e que está no seu “código genético”.

Razões para fundamentar tão rotunda afirmação são várias e perdem-se no tempo, ao longo do qual foram sendo desenvolvidas um conjunto de políticas erróneas que geraram um autêntico estado de “caos” no sistema educativo português.

Foi-se fomentando, junto dos intervenientes no processo educativo, a ideia de que haveria vantagens em encarar o acto de educar com um certo espírito de “lassez faire, laisser passer”. Isto é tão verdade para docentes como para discentes e pessoal auxiliar. Evidentemente que tal sentimento percorreu de forma transversal toda a comunidade educativa, sedimentando junto daqueles que devem ser os primeiros responsáveis, pais e encarregados de educação, uma evidente desconsideração e desvalorização pelo papel da escola pública e, consequentemente, pela função do professor.

A exigência e o rigor vão dando lugar ao laxismo e o respeito dá lugar à balbúrdia e à inversão de valores. As estatísticas “pressionam” de forma sufocante as escolas e, estas, os professores. O reconhecimento das diferenças nos alunos, em termos avaliativos, é um acto discriminatório e a retenção um “crime” pedagógico. Perdeu-se, na educação, o reconhecimento do direito à diferença reclamado para tantas áreas da nossa sociedade! É em nome dessa mesma diferença, dos diferentes momentos de maturação do indivíduo, que a retenção devia ser entendida como um acto pedagógico positivo.

Hoje em dia, regra geral, a regra nas escolas públicas é não haver regras. Ou, pelo menos, não cumprir as regras. O dia-a-dia parece feito de conflitualidade, de agressividade, de gestão de “interesses pessoais” em detrimento do interesse público colectivo.

Para além do actual Estatuto do Aluno, que veio dar mais um sinal negativo ao caminho a seguir em termos de política educativa, no que aos discentes diz respeito, também o novo modelo de Gestão Escolar, instituído pelo Decreto-Lei 75/2008 de 22 de Abril, parece ter vindo a acentuar o percurso no sentido da degradação.

Ao alterar o modelo electivo do Director Executivo, antes Conselho Executivo, depositando essa responsabilidade num colégio eleitoral constituído por professores, funcionários, alunos, membros de associações de pais, encarregados de educação, autarquias e representantes de instituições locais, vulnerabilizou-se ainda mais a instituição “Escola” a influências vindas do exterior e que nada têm a ver com os interesses e objectivos dos estabelecimentos de ensino. Apenas são geradores de mais e maior “ruído”.

Como exemplo desses “ruídos” está a cada vez maior intromissão do poder local no acto pedagógico, com sobreposição de actividades de iniciativa autárquica às constantes dos Planos Anuais de Actividades, subalternizando-as. Isto é muito notório nos níveis do Pré-Escolar e 1º Ciclo.

O modelo de gestão em vigor tende a levar a que o “governo” das escolas seja mais feito para o exterior do que para o interior, tendo em vista a angariação de “boas graças” fundamentais a uma possível reeleição para um novo mandato executivo. É imperativo encontrar uma fórmula de administração e gestão escolar que se sinta liberta de todo e qualquer tipo de constrangimentos e “interesses pessoais” ou corporativos e que garanta uma actuação virada para os objectivos primeiros da escola. Isto com toda a importância e relevo que a ligação escola /comunidade tem no processo de formação dos nossos jovens.

São também esses mesmos “interesses pessoais” referidos e essa gestão de influências que tende a tornar tão injusto e contestado o processo de avaliação de professores. A natureza subjectiva de muitos dos seus itens e o clima vivido nas nossas escolas podem elevar a avaliação de professores a expoente máximo do “amiguismo” associado à luta de poder existente dentro dos estabelecimentos de ensino.

Igualmente, o Programa “Novas Oportunidades” e os Cursos CEF são mais um sinal contraditório do caminho do rigor e da exigência necessária à responsabilização dos discentes e uma negação da necessidade de resposta que se espera do ensino profissional em termos sociais.

Na educação, como em muitas outras áreas, em que se alicerça a vida em sociedade e que fundamentam a existência de Portugal como Estado , as medidas são sem medida, a sua natureza é avulsa e a Escola vai-se desmoronando!

Parece-me que tarda a implementação de uma “receita” simples e eficaz: mais e melhor educação em casa e autoridade, rigor e exigência na escola. E a partir daqui que se exerça a autoridade. E que também se exerça sobre quem não a exercer, detendo-a.

Henrique Monteiro

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A Educação do meu Umbigo » Evocação – Luís Carmo

Posted 5 hours ago

Envio poema dedicado ao colega que se suicidou. . A culpa não tem desculpa E a morte não tem regresso. O resto é o deserto sufocado Na jaula do silêncio Onde o medo se mede Ao milímetro minuto Enquanto a tela se tece Com negro de bréu. Uma clave de sol com dó de si Numa arena de tigres Retocando nos retalhos da chacota O seu nocturno de Chopin. Faça-se silêncio por favor Que o pavor ainda ressoa À tona das águas.
Maria Isabel Fidalgo
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A Educação do meu Umbigo » Elogios Fúnebres

Posted 5 hours ago

Se a capa é dedicada a Jacques Martin, o miolo é domínio quase exclusivo de Tibet, um daqueles autores que, não sendo de primeira linha em termos de inovação, foi uma das peças mais duradouras da engrenagem franco-belga de banda desenhada.

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Weblogg-ed » The PD Problem

Posted 8 hours ago

I’ve been reading Linda Darling-Hammond’s new book The Flat World and Education, and while I’m finding it rich with detail about everything that’s troubling about the US education system (and the potential fixes), I’m also struck by the fact that there is very little here in terms of a meaningful discussion around what role technology plays in educating for a “flat world.” Kind of ironic.

Anyway, I’ve been particularly interested in her section on professional development and the huge disparity she writes about in terms of the time that teachers in other countries get for both individual and collaborative learning and planning as opposed to the US. She writes, “the landscape of supports for quality teaching looks like Swiss cheese.” In short, we spend more, much more time in the classroom than in other countries, we get only a fraction of the time for professional learning, and there is a huge disparity in the quality and types of professional development that teachers in the states receive. (Not to mention a huge disparity in the amount of pre-service education and on the job training we get before even entering a classroom.) And even more troubling, according to Darling-Hammond, is just the general inconsistency in the delivery of professional development. Here are a couple of extended snips that paint the picture pretty compellingly:

No high-achieving country approaches teaching in this way. These nations realized that, without a comprehensive framework for developing strong teaching, new resources in the system are less effective than they otherwise would be.: Reforms are poorly implemented where faculty and leaders lack the capacity to put them into action; districts and schools are often unable to develop and maintain comprehensive training opportunities at scale, and scarce professional development dollars are wasted where teachers turn over regularly. Furthermore, when a profession’s knowledge is not organized and made available to the practitioners who need it most, advances in the state of both knowledge and practice are slowed (195).

If teachers, principals, superintendents, and other professionals do not share up-to-date knowledge about effective practices, the field runs around in circles: Curriculum and teaching practices are inconsistent, many poor decisions are made, and the efforts of those who are successful are continually undermined and counteracted by the activities of those who are uninformed and unskilled. The American educational landscape is littered with examples of successful programs and schools that were later undone by newly arrived superintendents and school boards marching to a less well-informed drummer. Equally common are successful initiatives that were not sustained when the teachers and principals who made them succeed moved on to be replaced by others with less skill. Good teachers create little oases for themselves, while others who are less well prepared adopt approaches that are ineffective or even sometimes harmful. Some seek knowledge that is not readily available to them; others batten down the hatches and eventually become impermeable to better ideas. Schools are vulnerable to vendors selling educational snake oils when educators and school boards lack sufficient shared knowledge of learning, curriculum, instruction, and research to make sound decisions about programs and materials. Students experience an instructional hodgepodge caused by the failure of the system to provide the knowledge and tools needed by the educators who serve them (196).

And in terms of the effectiveness of the professional development we deliver when do make time for it?

Short workshops of the sort generally found to trigger little change in practice are the most common learning opportunity for US teachers…A summary of experimental research found that short-term professional development experiences of 14 hours or less appear to have no effect on teachers’ effectiveness, while a variety of well-designed content-specific learning opportunities averaging about 49 hours over a 6- to 12-month period of time were associated with sizable gains: students of participating teachers gained about 21 percentile points more than other students on the achievement tests used to evaluate student learning (205).

I know there is nothing earth-shatteringly new with any of this, but what is particularly daunting is coming up with a solution. I know in the work that Sheryl and I have done with PLP has attempted to change the model to at least give teachers an extended period of time in an immersive environment, one that addresses most of the issues that Darling-Hammond cites. But even with 6-7 months to learn deeply, we know that many of our participants struggle with time. A few schools actually give their teams release time on a regular basis to talk about and reflect on their experience, and there’s no question those teams get further down the road than most others. Most who participate have to make or find the time on their own, and those that do walk away with a deeper personal and practical understanding of what’s changing.

Darling-Hammond advocates for state and federal intervention in much of this, writing that “ultimately, a well-designed state and national infrastructure that ensures that schools have access to well-prepared teachers and knowledge about best practices is absolutely essential.” I’m not optimistic that will happen anytime soon. We can’t seem to agree on much in this country these days. I’m wondering instead when we’ll get to the point where a major part of teacher preparation is teaching teachers how to teach themselves, how to be transparent, networked and “do it yourself” learners. Not that there still wouldn’t be a need for structured professional learning, but that we’d be a lot further down the road, I think, if the culture of teaching moved toward a more open, collaborative, shared enterprise than it is today.

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A Educação do meu Umbigo » Lá Fora

Posted 9 hours ago

Desculpem lá, mas não tenho tempo para traduzir. No fundo, é um debate sobre qual a idade limite para se ser considerado imputável e consciente pelos actos cometidos.

Reparem que a morte de uma criança às mãos de outras, foi considerada desagradável. No fundo, uma outra versão da postura que considera as vítimas como frágeis e que é necessário não perturbar os agressores.

É que, parecendo que não, mesmo sendo apenas palavras, é este discurso que cria um ambiente geral de oscilação de valores. Em especial quando surgem na boca de quem deveria ter o papel de prevenir os comportamentos agressivos.

James Bulger’s mother calls for sacking of children’s commissioner

Denise Fergus says comments that Venables and Thompson were too young to stand trial were ‘twisted and insensitive’.

James Bulger’s mother has called for the children’s commissioner, Dr Maggie Atkinson, to be sacked after she said the age of criminal responsibility should be raised and that the toddler’s killers should not have stood trial because they were too young.

Denise Fergus described Atkinson’s comments in a newspaper interview – stating that Jon Venables and Robert Thompson could not have understood the full consequences of their actions – as “twisted and insensitive”.

Despite England and Wales having one of the lowest ages of criminal responsibility in the EU, the Ministry of Justice yesterday ruled out Atkinson’s proposal to raise the limit from 10 to 12 years. It insisted that children aged 10 and over did know the difference between “bad behaviour and serious wrongdoing”.

Atkinson described James’s killing as “exceptionally unpleasant” but said it was wrong that Thompson and Venables, who were 10 in 1993 when they were charged with the boy’s murder, were tried in an adult court.

Fergus said: “This woman owes James and me an apology for her twisted and insensitive comments. Then she should resign or be sacked. To say that his killers should not have been tried in an adult court is stupid. They committed an adult crime – a cold-blooded murder that was planned and premeditated – and they were tried accordingly.”

She added: “It is a shock to people like Dr Atkinson that children can be truly evil by 10. But it is a fact and I fear there will be more of them and we need laws to be tightened up so we can deal with them.”

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A Educação do meu Umbigo » Regresso A Velhas Companhias, Que Também Envelheceram…

Posted 9 hours ago

Dois autores que fizeram as minhas delícias outrora, primeiro David Lodge quando surgiu editado em catadupa pela Asa e depois Nick Nornby, lido no original que é ainda mais divertido e mais barato.

Depois, por qualquer razão, quando entraram na fase mais depressiva (Terapia de um, que ainda li, A Long Way Down do outro, que ontem fiquei na dúvida se compraria), afastei-me.

Regresso agora para os encontrar mais resignados aos efeitos do envelhecimento. Tem a sua graça esta forma de lidar com a perda de juventude (embora de gerações diferentes, que Lodge já a perdeu há muito) de dois dos autores fundamentais de uma certa forma de humor inglês.

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A Educação do meu Umbigo » Por Bandas Do PSD

Posted 9 hours ago

Não vi quase nada em directo de um Congresso que quase faz lembrar outros de outros tempos, em especial os que – independentemente das militâncias e simpatias – nos agarravam à televisão à espera de good entertainment, quase sempre pelas mãos e voz de Pedro Santana Lopes.

Ontem já só resumos e uma intervenção noctígada de um exemplar típico das bases que apareceu certamente já bem jantado a zurzir o varapau em diversos costados.

Pelos resumos que vi, os anteriores líderes (excepção feita a um Luís Filipe Menezes pouco focado) parecem-me, apesar das fraquezas individuais, bem mais carismáticos do que os actuais candidatos.

Marques Mendes fez um bom discurso político, enquanto Marcelo Rebelo de Sousa dava uma lição absoluta de estratégia e Pedro Santana Lopes ajustava – com alguma justiça – contas com o adaptador da teoria da boa e má moeda à política nacional.

Quanto aos candidatos, Aguiar Branco foi menos cordato e aprumado do que o habitual, embora ainda precise de aprimorar o modulamento da voz para que o clímax das frases surja no ponto certo para galvanizar os ouvintes.

Paulo Rangel fez um bom discurso, conseguindo que a qualidade da escrita passasse para a parte oratória, mas continua a pecar por alguma aparente presunção de superioridade intelectual sobre os competidores.

Passos Coelho, com o trabalho de anos em jogo, perdeu-se um pouco a tentar cobrir todos os flancos e não fez aquilo em que podria ser melhor, um discurso directo e não tão estudado.

Actor e avaliador, Marcelo Rebelo de Sousa apareceu na TVI a comentar tudo, com aquele ar sibilino do costume, sucedendo-se nas várias televisões os apelos à unidade após a escolha da estratégia e líder, em especial por parte de quem sabe que não praticará esse apelo se perder.

É muito possível que estejamos a assistir a uma espécie de primárias para a escolha do futuro primeiro-ministro e, portanto, tem interesse para todos assistir e estar informado sobre o que se vai passando por Mafra, este fim de semana. Mesmo aquele(a)s que são da esquerda mais à esquerda anti-faxista à mesa do café.

Em matéria de opiniões e atitudes em relação às questões da Educação, os três candidatos têm percursos claramente diferentes.

Aguiar Branco foi o principal protagonista da estratégia parlamentar do PSD no Parlamento. O que significa que, na prática, o pragmatismo fará vãs quaisquer promessas que faz nesta matéria. É pena, em especial para os que tantas esperanças depositaram nele. Paulo Rangel é quem tem abordado mais a questão da Educação, numa postura de back to the basics que colhe na alma de muitos professores, mas percebendo-se que não tem soluções concretas e como as operacionalizar. Parece ter até um bom apoio em alguns grupos de professores, pelo que é sempre possível que as soluções surjam. Passos Coelho, mesmo no seu livro, demonstra não estar por dentro dos assuntos deste sector, parecendo estar em relativa retirada de um registo mais liberalizador, de algum tempo atrás. Esse desconhecimento pode ser uma vantagem, caso esteja disponível para não aderir a fórmulas diferentes das formatadas por alguns interesses em instalação no terreno.
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A Educação do meu Umbigo » Finalmente, Um Pouco De Bom Senso – 2

Posted 10 hours ago

600 professores pediram ajuda por violência em 3 anos

(…)

E é neste ponto que o psiquiatra Manuel Louzã Henriques também se concentra. “É essencial que os professores sejam respeitados, que tenham autoridade e que possam aplicar uma disciplina actuante.” Para o clínico, actualmente os professores não são respeitados, considerando que os alunos vêem os docentes como alguém para “dar marradas”, até porque os próprios encarregados de educação acham que podem “bater e exigir dos professores”.

Louzã Henriques salienta ainda que “fala-se muito de bullying, mas o correcto é chamar-se má criação. A sociedade quer que cada um acorde o selvagem que tem em si. Pessoas vistas como tímidas ou que gostam de reflectir sobre os assuntos são muitas vezes vistas como frouxas”. Firmeza, não enveredar pela hipertolerância, são soluções a adoptar.

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A Educação do meu Umbigo » Finalmente, Um Pouco De Bom Senso

Posted 10 hours ago

Porque há momentos em que a tentativa de atribuir uma categorização clínica a tudo (reler Foucault a este respeito) o que não seja normal, só serve para justificar, directa ou indirectamente, o que são apenas actos de profunda crueldade.

Agressores não são doentes e raramente se arrependem Identificar um violador é difícil, mas sabe-se que, na sua maioria, são jovens sem cadastro e sem antecedentes de patologias mentais. .

Para o bem e o mal, o ser humano não é naturalmente bom e amigo do seu semelhante, só degenerando por razões sociais ou patologias clínicas. Mas, mesmo que assim fosse, não é dando um nome de doença a comportamentos de agressão que se resolve seja o que for.
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A Educação do meu Umbigo » Bom Dia

Posted 14 hours ago

Derib, Buddy Longway

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A Educação do meu Umbigo » A Música Do Umbigo

Posted 21 hours ago

Weezer, Beverly Hills

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A Educação do meu Umbigo » E Mais Uma Leitura Sobre A Liderança Escolar

Posted 22 hours ago

Eu chamaria a atenção para algo interessante, a saber, a proposta de mudança no sentido de lideranças partilhadas contra as concepções mais centralizadas. O que significa que neste trabalho de 2000 se aponta na direcção oposta àquela que foi seguida entre nós nos últimos anos.

Como andamos sempre atrasados, pode ser que um dia…

Building a New Structure For School Leadership

(…)

This shift requires first, a redefinition of leadership, away from role-based conceptions and toward distributive views; and second, a clearer set of design principles to guide the practice of large scale improvement. Distributed leadership—hardly an original idea with me—derives from the fact that large scale improvement requires concerted action among people with different areas of expertise and a mutual respect that stems from an appreciation of the knowledge and skill requirements of different roles. Design principles derive from the fact that large scale improvement processes run directly against the grain of the existing institutional structure of public education, and therefore it is difficult to do anything consequential about large scale improvement without violating some fundamental cultural or managerial tenet of the existing structure. The problem, then, is how to construct relatively orderly ways for people to engage in activities that have as their consequence the learning of new ways to think about and do their jobs, and how to put these activities in the context of reward structures that stimulate them to do more of what leads to large scale improvement and less of what reinforces the pathologies of the existing structure.

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A Educação do meu Umbigo » Continuando…

Posted 22 hours ago

Eu sei que estes posts não são dos mais comentados, mas pelo menos ficam as referências para quem se interesse em ler alguma coisa sobre estes assuntos. Aliás, seria interessante que nas escolas houvesse, ao nível dos departamentos ou grupos disciplinares o hábito de promover leituras e debates em torno de matérias relevantes – para concordar ou discordar – para a prática docente.

Bridging the Gap Between Standards and Achievement – The Imperative for Professional Development in Education

Neste caso uma leitura sobre a forma de diminuir o fosso entre expectativas e concretizações que começa por descrever, com algum realismo, a contradição entre as exigências colocadas actualmente aos educadores e as condições em que muitos deles trabalham, assim como a atitude com que por vezes são encarados por outro profissionais.

Schools, as organizations, aren’t designed as places where people are expected to engage in sustained improvement of their practice, where they are supported in this improvement, or where they are expected to subject their practice to the scrutiny of peers or the discipline of evaluations based on student achievement. Educators in schools with the most severe performance problems face truly challenging conditions, for which their prior training and experience have not prepared them—extreme poverty, unprecedented cultural and language diversity and unstable family and community patterns. To work effectively under these conditions requires a level of knowledge and skill not required of teachers and administrators who work in less demanding situations, yet accountability systems expect the same level of performance of all students, regardless of social background. Hence, given the conditions of their work, some school-people regard demands for performance-based accountability as unreasonable.
Throughout much of society and the economy, however, there has been a discernible shift toward performance and value-added measures of success triggered by the economic crisis of the late 1970s and early 1980s. In other high-skill, knowledge-based occupations—research and development, engineering, health care, even social services—some system of evaluation and accountability has been an important part of professional life for at least two decades. So when educators claim that they are being unfairly treated by a hostile accountability system, it’s not surprising that people who work in other knowledge-intensive sectors are not particularly sympathetic.

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A Educação do meu Umbigo » E Agora Para Algo Completamente Diferente

Posted 22 hours ago

Professional Learning in Effective Schools – The Seven Principles of Highly Effective Professional Learning

E passo a enumerar esses princípios, certamente discutíveis em alguns aspectos, com origem no estado australiano de Victoria:

Principle 1: Professional learning is focused on student outcomes (not just individual teacher needs) Principle 2: Professional learning is focused on and embedded in teacher practice (not disconnected from the school) Principle 3: Professional learning is informed by the best available research on effective learning and teaching (not just limited to what they currently know) Principle 4: Professional learning is collaborative, involving reflection and feedback (not just individual inquiry) Principle 5: Professional learning is evidence based and data driven (not anecdotal) to guide improvement and to measure impact Principle 6: Professional learning is ongoing, supported and fully integrated into the culture and operations of the system – schools, networks, regions and the centre (not episodic and fragmented) Principle 7: Professional learning is an individual and collective responsibility at all levels of the system (not just the school level) and it is not optional

Durinho, durinho…

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A Educação do meu Umbigo » Pela Blogosfera – De Rerum Natura

Posted 23 hours ago

Com algum atraso:

Bullying: para grandes males, grandes remédios

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Aulablog21 » ¿Qué está pasando en Internet?

Posted 23 hours ago

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Aulablog21 » Literalia.TV el amor a los libros hecho televisión en la red

Posted 24 hours ago

Literalia.TV es un magnífico canal literario de contenidos audiovisuales en Internet. Nació en diciembre de 2009 pero yo lo he descubierto hoy.

En Literalia.TV nos ofrecen entrevistas, reportajes, conversaciones entre figuras del mundo de las letras, información general sobre la actualidad de éste y presentaciones de libros y de eventos relevantes. Un sitio con contenidos audioviosuales actuales y de calidad en torno al mundo de la literatura que puede dar mucho juego en el aula.

También dispone de un blog y de un canal en YouTube

Historias máximas en relatos mínimos es el título del programa que he seleccionado, en el mismo vemos como el profesor Ángel González consigue hacer atractiva la asignatura a sus alumnos de un Instituto de Guadalajara, los alumnos expresan en el vídeo su entusiasmo.

No cabe duda que los alumnos quieren expresarse en clase de literatura y no memorizar y memorizar fechas asi como aprender títulos de obras sin sentido.
Impartir clases de ese modo se puede hacer con y sin ordenador pero la web 2.0 hace que viejas prácticas deseables sean más atractivas y que cobren un nuevo sentido y alcance logrando asi captar la atención de los alumnos y aumentando su motivación .

Cuando despertó, el dinosaurio todavía estaba allí.

Menos de una línea y, sin embargo, este brevísimo relato de Augusto Monterroso es considerado por algunos como el mejor cuento corto de la historia.

Literalia.TV, cuenta con los siguientes programas:

Leer os hará libros Anaqueles ocultos, Basta de Letras En Jaque Femenino Singular Todo es poesía menos la poesía y algunos más que podemos ver en su programación

Los programas pueden ser descargados para ser vistos en el móvil, iPod y en el PC en formato Quick Time.

¿Por qué no llenar de estos contenidos los móviles de nuestros alumnos en lugar de prohibir su uso ?

Si te registras recibirás semanalmente un boletín con las actualizaciones de la cadena, noticias, y además podrás dejar tus comentarios sobre los programas o reseñas sobre los libros que te hayan sugerido algo para que el resto de usuarios sean partícipes de ellas.

Ya sabes, registraté con tus alumnos y olvidaté de verlos bostezar con tus aburridas explicaciones.

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A Educação do meu Umbigo » Aquilo Que Interessa Mesmo

Posted 27 hours ago

Mas no meio de todo este arrazoado mediático em torno de Mirandela, da Moita, de Fitares e do mais que foi possível arranjar para colorir diversas peças jornalísticas durante a semana, é possível encontrar pistas interessantes para deslindar a origem desta situação que, não sendo anormal, parece estar a atingir um pico de interesse.

Na Visão de 5ª feira, por exemplo, pode ler-se (p. 84) que:

Em Mirandela, mais de metade dos alunos das escolas da cidade provêm das aldeias onde foram encerrando estabelecimentos de ensino. Assim, os miúdos ficam todo o dia entregues a si próprios, longe dos familiares. Além das aulas, almoçam na escola, brincam na escola, espancam-se na escola.

Esta é uma realidade que os arautos da racionalização da rede escolar fazem por ignorar, mas é um dos argumentos mais fortes – na minha opinião de não-especialista e mero observador interessado . para só fechar escolas quando não há mesmo outra solução, porque provoca fenómenos de desenraizamento com consequências insuficientemente estudadas. Ler a parte em que o Leandro, como outros alunos, era obrigado a fazer o trajecto entre a central rodoviária e a escola é uma espécie de regresso ao passado, aos tempos em que para estudar, os pobres dos campos eram obrigados a encaminhar-se para a sede municipal, como pequenos emigrantes diários em busca não de pão mas de instrução.

Mas agora isto chamar-se Progresso, pois resulta da racionalização. Afinal, bem estavam aqueles que do Liberalismo ao Estado Novo, consideravam desnecessário o alargemento da rede escolar ao Portugal mais profundo.

Já no Expresso de hoje, temos outra dimensão do problema da violência nas escolas: a falta de pessoal auxiliar para vigiar os espaços de convívio/conflito nas escolas.

De acordo com os números oficiais, o número de funcionários não docentes diminuiu 15%, só de 2004/05 a 2007/08.

Mas ima vitória da racionalização dos custos.

Dos custos financeiros, especifique-se.

Porque há outros custos que aqui não surgem contabilizados.

Pois a falta evidente de funcionários em muitas escolas é um dos motivos óbvios para a escalada de comportamentos agressivos.

Porque não há qualquer factor de dissuasão.

Não é que a presença de um adulto elimine, só por si, as agressões, as ofensas e a violência, mas certamente reduz os riscos para os mais frágeis, quando a vigilância é levada a sério e é a única função de quem está num determinado espaço.

As escolas estão subdotas de funcionários - agora chamam-se assistentes operacionais na novilíngua da gestão dos recursos humanos, se não estou em erro – e a solução para suprir as lacunas mais gritantes é recorrer a pessoas inscritas nos Centros de Emprego, pagas à hora com salários miseráveis, sem qualquer experiência prévia ou formação específica para actuar nestas situações.

Como afirma uma funcionária na peça em causa:

Não conseguimos estar sempre no recreio porque temos também de estar nos corredores, nos átrios, na biblioteca ou no ginásio. Vamos dando uma olhadela, mas não é possível dar conta de tudo. Somos poucas.

Mas mesmo assim não é raro que, em dias de má sorte, apareça por uma qualquer escola um(a) qualquer representante dos poderes sintermédios do ME artilhado(a) com teorias, números e ratios, com ordem para abater mais alguns efectivos.

E até parece que ganham pontos na sua carreira por cada posto de trabalho que abatem em nome da racionalização. Levasse uma inocente criança descendente dessas luminárias de gabinete (quantas vezes em fuga da docência no terreno) um forte paulada num pátio ou corredor não vigiado e o mais certo era ser um ai-jesus quem nos acode.

Mas enquanto o sal arde nas feridas alheias, impera o critério da racionalização, tomando-se esse conceito como sinóniomo de redução dos custos e não de melhoria do desempenho.

Enquanto não perceberem que racionalizar é aplicar a razão e não a faca, estamos entregues a carniceiros administrativos, movidos na base dos números a que mandam obedecer, mas ignorantes das pessoas que deviam servir.

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A Educação do meu Umbigo » Há Qualquer Coisa Que Me Está A Escapar

Posted 27 hours ago

Concordo que não se devem estabelecer relações causais nlineares entre os factos conhecidos, nem apontar o dedo de forma irresponsável a ninguém.

Mas há aquilo que tecnicamente se chama parvoíce. Essa classificação adequa-se que nem uma luva a este naco de prosa:

Também ontem o director regional de Educação de Lisboa esclareceu que, a par do inquérito aberto na sequência da morte do professor, tudo será feito para ajudar os alunos. ” Temos de nos esforçar para que estas situações possam ser ultrapassadas. Trata-se de jovens que são na sua generalidade bons alunos e que não podem transportar na sua vida uma situação de culpa que os pode vir a condicionar”, defendeu José Joaquim Leitão, que adiantou que contarão com uma equipa de psicólogos. No último ano, a escola obteve uma média 2,95 valores (numa escala que vai até cinco) nas provas nacionais do 9.º ano e ficou no lugar 611 no ranking das escolas. (Público)

E adequa-se por variadíssimas razões, das quais só destacarei uma: a referência à média de 2,95 dos alunos da escola em exames do 9º ano.

E é uma parvoíce por, digamos assim, diversas subrazões:

Os alunos em causa, os que obtiveram a tal média, já não estarão na escola (é uma EB 2/3), pelo que dificilmente serão afectados. Uma média de 2,95 numa escala de 5 dificilmente se poderá considerar boa, pelo menos por padrões normais, pois equivale a algo como 60%. Se já nos damos por bem a este nível, a excelência chega com quanto? Não podem ser os resultados em exames a condicionar a estratégia de uma escola em matéria disciplinar, muito menos com a cobertura do senhor Director-Geral.

E não deixa de ser cuioso que se exibam resultados e posições no ranking (ligeiramente acima de meio da tabela) mas se ocultem os dados sobre a indisciplina.

Não é por acaso que no Expresso de hoje a responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança escolar surja a dizer que, em relação a ocorrências violentas nas escolas, «temos um grande número que não relata nada».

Será que não relata porque não há, ou porque guarda na gaveta?

Há por aí um outro caso mediático onde, para dar uma boa imagem, esses relatos desaparecem num buraco negro.

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A Educação do meu Umbigo » O Culto Da Desresponsabilização

Posted 28 hours ago

Não é que eu ache que se devam criar milícias populares, restaurar a pena de morte e regredir uns séculos valentes para recuperar os castigos da lei sálica.

Mas há a atitudes que, por mais estimáveis que sejam, despertam assim como que uma reacção imediata de… de… de….

Ou então esta gente anda a ver demasiadas séries televisivas.

Vejamos:

Em declarações recolhidas por Margarida Davim, no Sol de ontem, junto da psicóloga Helena Sampaio da APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) pode ler-se:

Os agressores têm problemas de saúde mental [concordo!], maior probabilidade de se sentirem deprimidos e infelizes [pois, será por isso que tentam que os outros fiquem pior do que eles?], em risco de cometer suicídio [o quê???].

Ahhhhh…. está tudo explicado. Afinal os potenciais suicidas são os agressores, não os suicidas mesmo.

Está percebido. Com coisas destas fico com a mesma atitude da personagem da série Ossos, Temperance Brennan (a interessante Emily Deschanel), em relação à Psicologia.

Já no I de hoje, em relação ao caso do chamado violador de Telheiras, o seu advogado afirma que «ele sofre de uma psicopatia mental» [existirá outra?], sendo um desses sinais o facto de ter procurado ajuda psiquiátrica e continuar «a tomar comprimidos». Não está afastado o cenário de ser usada em Tribunal uma estratégia baseada na inimputabilidade de alguém que violou dezenas de mulheres, planeando obviamente os ataques, já que conseguiu escapar durante imenso sem ser detido.

Mas pelos vistos – e mesmo depois de confessar as 40 violações e se afirmar consciente do que fez – haverá quem se preste a declará-lo inimputável.

E ainda dizem que as séries de tlevisão são fantasiosas. Cá para mim, cada episódio do Boston Legal, mesmo com o William Shatner/Denny Crane aos tiros em boxers, é mais credível do que isto.

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Weblogg-ed » Reality Check

Posted 32 hours ago

Recently a school administrator shared a story that reminded me why I need to spend more time talking to more people outside of the echo chamber.

She said that a group of parents had requested a meeting to discuss the methods of a particular teacher and his use of technology. It seemed this teacher had decided to forgo the textbook and have students write their own on a wiki, that he published a great deal of his students’ work online, that he taught them and encouraged them to use Skype to interview people who they had researched and identified as valuable voices in their learning, and that he shared all of his lectures and classwork online for anyone, not just the students in his class, could access them and use them under a Creative Commons license.

When the administrator got the phone call from the parent who wanted to set up the meeting, she asked for some sense of what the problem was. The reply?

“Our students don’t need to be a part of a classroom experiment with all this technology stuff. They need to have a real teacher with real textbooks and real tests.”

Sigh.

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A Educação do meu Umbigo » Post Para As Novidades Do Dia

Posted 32 hours ago

Caso eu ainda não tenha voltado à cabine, pois o dia está bonito e eu gosto de Lisboa ao fim de semana.

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A Educação do meu Umbigo » Pelo Menos Até Ao Início Da Tarde

Posted 36 hours ago

Já sei que vou chegar atrasado à abertura, mas vou já a seguir…

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A Educação do meu Umbigo » Bom Dia

Posted 37 hours ago

Dik Browne, Hagar, o Horrível

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Edutopia » College Applications: Why Many Students Should Pass on Ivy League Schools

Posted 42 hours ago

Teacher, Esther Wojcicki, explains why, for many students, lesser-known colleges are better than the best. [Link]

A Educação do meu Umbigo » A Música Do Umbigo

Posted 45 hours ago

Diabo na Cruz, Os Loucos Estão Certos

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A Educação do meu Umbigo » Um Post (Quase) Cifrado

Posted 46 hours ago

Há pelo menos dois comentadores que sabem do que estou a falar, sendo que ainda estou a sorrir ainda mais do que há umas horas.

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A Educação do meu Umbigo » Será? – 2.0

Posted 47 hours ago

Pré-pós-post: Entretanto o Ramiro já explicou o que ser terá passado.

A caminho de casa o Paulo Prudêncio ligou-me, na sequência de um telefonema do Ramiro Marques que lhe dissera que o seu blogue tinha sido atacado e que teriam acedido às suas palavras-passe e introduzido conteúdos obscenos ou algo assim. Não percebi bem.

Ao tentar aceder ao Profblog, deparei com isto:

Em primeira instância isto significaria que as definições do blogue teriam sido alteradas, de forma abusiva ou inadvertida, por forma a obrigar os visitantes a um registo prévio.

O que não fiz pois, a ser verdade o que o Ramiro transmitiu ao Paulo e deixou num comentário aqui no Umbigo, ao nos registarmos para tentar ver o blogue podemos ver as nossas próprias senhas raptadas por algum hacker.

Como alguém que já por várias vezes ficou sem acesso ao Umbigo – e ao que parece quase sempre por problemas técnicos do WordPress – eu aconselharia calma antes da entrada em espiral. Esperar umas horas, contactar o Blogger e tentar perceber o que se está a passar. Ficaram famosos na blogosfera lusa, em outros tempos, episódios de assalto ou clonagem de blogues como o Barnabé (travestido em Anacleto) e do Abrupto (com um duplo a parasitá-lo). Esperemos que, desta vez, não seja nada assim tão grave.

Uma brincadeira de mau gosto.

Já chegou, em tempos mais próximos, aquele episódio caricato do Aventar ir-se abaixo por causa de ter quase 200 entradas numa hora.

Mal por mal, antes colocar uma bandeira do Sporting no Estádio da Luz.

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A Educação do meu Umbigo » Serenidade E Equilíbrio?

Posted 47 hours ago

Reproduzo um excerto alargado de um mail enviado para os professores de uma escola da Grande Lisboa, margem norte:

Data: 10 de Março de 2010 11:24
Assunto: requisição de videoprojectores
Para: profstodos@*********.net

Bom dia

Venho por este meio informar que os videoprojectores deixaram de estar disponíveis para serem requisitados. Esta decisão deve-se ao facto dos cabos aparecerem constantemente danificados. Desde o início do ano já foram comprados 19 cabos, mais os que transitaram do ano anterior e, neste momento estão todos danificados.
A partir desta data, só poderá requisitar os videoprojectores, quem tiver o seu próprio cabo VGA.
Informa-se que o preço dos cabos varia entre 6,25€ (com 1,8 metros de comprimentos) e 14,25€ (com 6 metros de comprimento).

Mais se informa, que hoje à tarde as salas de informática (D4, D9, D10, C9, C12, C13) vão transitar para as salas definitivas (1º andar do bloco B). Pede-se a colaboração de todos, para que as salas não cheguem ao estado caótico em que estão actualmente.

Cumprimentos

E é assim que vamos vivendo alegremente, fingindo que as coisas correm de forma normal, não vão lá pensar que andamos a querer chamar as atenções…

Que fique claro: o maior problema da Escola Pública nem são as pedagogices eduquesas, não são os problemas de performance em exames.

O maior problema está a montante: a gradual erosão dos valores de uma sociedade rendida à desresponsabilização ao mais alto nível do Estado.

Como escreve hoje José Manuel Fernandes em artigo no Público, estes são «tempos de mentira e miséria moral» e «se “o fraco rei faz fraca a gente forte“, os métodos, o estilo e o currículo do PM têm um efeito corrosivo em toda a sociedade».

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A Educação do meu Umbigo » Alguém Que Dê A Cara E O Nome Sem Medo

Posted 48 hours ago

Neste caso a colega Filomena Ventura da EB 2/3 D. Pedro II. Só é pena que mais ninguém se chegue à frente e revele mais sobre as boas práticas da gestão disciplinar naquelas paragens.

Porque, no fundo, o caso descrito até é exterior à escola. O problema é que, depois, a nível interno, restam as romarias sorridentes ao Conselho Divertido.

Mas o que interessa é que os docentes entreguem os OIzinhos a tempo e horas, não é?

E quem nem piem, correcto?

Problemas em escola da Moita começaram com aluno violador, alertam professores

A instabilidade que se abateu sobre a escola D. Pedro II, na Moita, não começou na segunda-feira, com a agressão de um aluno de uma turma de currículo alternativo a um professor. Os problemas começaram uma semana antes, depois de a GNR ter ido à escola buscar um aluno de 14 anos suspeito de ter violado uma mulher.

Docentes contactados ontem pelo DN admitem que o facto de agentes da GNR terem entrado na escola, dia 2 deste mês, para identificarem um outro menor suspeito de ter violado uma mulher de 20 anos nas imediações da escola, deixou marcas negativas. Sobretudo entre os jovens considerados mais problemáticos. É que o rapaz regressou à escola no dia seguinte “como se nada se tivesse passado”.

A sindicalista Filomena Ventura, professora de Educação Especial na escola da Moita, foi a única docente a não pedir anonimato, justificando que entre os alunos mais problemáticos da escola “não será fácil perceber o que é responsabilidade quando um colega é levado pela GNR e no outro dia se apresenta na escola de mochila para ir às aulas”, admite a dirigente sindical, reportando-se ao caso do menor que é suspeito de violação.

Para os professores, este episódio terá precipitado a agressão que, uma semana mais tarde, o aluno infringiu ao docente. Segundo os mesmos relatos, o jovem terá pensado que seria “desresponsabilizado” do seu acto.

Aliás, há professores que falam mesmo num clima de tensão permanente durante os 90 minutos que duram as aulas da turma de currículo alternativo frequentada pelo agressor.

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Edutopia » Old Wives' Tales: Are These Health Myths Fact or Fiction?

Posted 48 hours ago

Does chicken soup and apples really have curing powers? Get the facts. [Link]

A Educação do meu Umbigo » Recomenda-se Um Plano De Acompanhamento E Sessões Do Conselho De Ministros Assistidas…

Posted 48 hours ago

… caso isso não fragilize psicologicamente os senhores ministros.

Governo com chumbo na avaliação dos portugueses

Apenas 28% dos inquiridos na sondagem classificam de ‘bom’ o desempenho do actual Executivo de José Sócrates

O PS e José Sócrates venceriam, se se realizassem eleições legislativas agora. Essa vantagem que os socialistas apresentam em relação aos partidos da oposição, todavia, não é resultado da actuação governativa. A maioria dos inquiridos acha-a negativa, e só 12% dizem que é melhor que a do anterior Executivo.

Em relação ao último barómetro, desce de forma significativa o número de pessoas que avaliavam positivamente o desempenho do actual Governo. Apenas 28% (em Setembro passado eram 36%) dos inquiridos classificam de “bom” o Executivo minoritário de José Sócrates.

No fundo, no fundo, o descambar da governação mais não é do que uma forma de chamar a atenção.

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A Educação do meu Umbigo » A Verdade Oficial

Posted 48 hours ago

Leandro morreu porque queria chamar a atenção (e conseguiu!), de acordo com a PSP. Luís Carmo morreu porque era frágil psicologicamente (e demonstrou-o!), de acordo com o Director-Regional de Educação de Lisboa.

Nada como as instituições portuguesas para darem rapidamente as explicações correctas para o que se passou e evitarem perturbações desnecessárias.

Não deixa de ser curioso que em Fitares exista quem já disponha do que ao colega falecido faltou (ler algumas coisas que são transcritas nesta notícia desaconselham mesmo qualquer comentário mais frontal, porque pode sair a 300 à hora) , assim como não deixa de ser interessante que no caso da agressão violenta verificada numa escola da Moita, se destaque que o aluno (agressor) esteja calmo e a frequentar a escola sem agitação do seu quotidiano.

No fundo as aparentes vítimas não o são. Vítimas são aqueles que podem ver a sua vida perturbada pela vitimização dos desaparecidos, esses egoístas, em busca de atenção e/ou entregues a uma alegre depressão.

Deveriam ser extintos.

Eugenia, já!

Dos fracos não deve rezar a História!

Andassem por cá e deveriam levar dez dias de suspensão que é para não se armarem em vítimas…

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A Educação do meu Umbigo » Apetece-me…

Posted 2 days ago

Professor vítima de ‘bullying’ tinha “fragilidade psicológica”

O director regional de Educação de Lisboa espera que o inquérito instaurado numa escola de Fitares esclareça o caso de um professor que se suicidou e que era alegadamente gozado pelos alunos, mas sublinhou que o docente tinha uma “fragilidade psicológica” há muito tempo.

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