Formação Contínua em Dois Despachos. O 18038 e 0 18039/2008 de 4 de Julho. [Link]
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O Público de hoje dedica 3 páginas da autoria de Maria Filomena Mónica ao tema dos Exames ( Exames – Os testes de Português podiam ser substituídos por uns papeluchos como os do Totobola, refere o título que retoma uma das ideias conclusivas) e mais especificamente aos exames de Português. São basicamente três as teses que a autora defende. Sistematizando-as: a) os testes de Português (de 9º e [Link]
A propósito da notícia “Proposta foi feita à Comissão da Liberdade Religiosa pelo patriarca de Lisboa e pela maçonaria” onde se lê:
“Apesar de Portugal ser um país de maioria católica, há uma enorme ignorância dos portugueses em relação às questões religiosas, incluindo da própria religião católica”, afirmou recentemente Mário Soares, antigo Presidente da República e actual presidente da Comissão de Liberdade Religiosa, para sustentar a necessidade da introdução de uma disciplina de História das Religiões no nosso ensino oficial.
Cabe perguntar: Portugal será realmente um país de maioria católica? Haverá mesmo necessidade de uma tal disciplina?
José Policarpo, cardeal patriarca de Lisboa, e António Reis, grão-mestre da Maçonaria portuguesa, vieram, por sua vez, corroborar a mesma tese. Não é de estranhar que o cardeal o faça, mas será que António Reis pode falar como falou em nome de todos os mações portugueses?
Partindo do princípio de que existe em Portugal uma grande ignorância em relação às questões religiosas, em meu entender será de questionar se esse facto é, na verdade, um facto negativo? E, se assim for, será ainda de perguntar qual o grau de importância que isso terá, comparado com a enorme ignorância que existe, em Portugal, em muitas outras matérias, designadamente no campo da História?
Saberão, por acaso aqueles importantes Senhores, que no 3º Ciclo do Ensino Básico a disciplina de História, apesar de reduzida a uns escassos 90 minutos semanais, já terá necessariamente de abordar o essencial da dimensão histórica da questão religiosa?
Independentemente dessas perguntas, choca-me a leviandade e consequente a falta de respeito com que a Escola Pública está a ser, uma vez mais, tratada e constato aqui que foi o acumular de muitas leviandades deste género que fez com que, na nossa Escola Pública, se chegasse ao estado em que as coisas estão hoje.
De acordo com os jornais, o Ministério considera a ideia interessante. Espero bem que a proposta em causa não se venha a concretizar mas, se tal vier a acontecer, fica o aviso: quando se tornar patente o disparate de mais esta inovação, não voltem novamente a lançar culpas sobre os professores.
Isabel Guerreiro
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Educação: mais alterações no concurso de professoresO ministério da Educação (ME) anunciou que os candidatos no próximo concurso de professores vão integrar os quadros dos Agrupamentos em que forem colocados, uma medida que pretende estabilizar os docentes na mesma escola, informa a agência Lusa.
E conferência de imprensa, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, realçou que o diploma que estabelece as regras do próximo concurso de professores, que fixa os docentes à mesma escola durante quatro anos, a partir do próximo mês de Janeiro, «prevê a possibilidade de os professores dos Quadros de Zona Pedagógica (QZP) integrarem os quadros de agrupamentos onde estão colocados».
Valter Lemos destacou que «a tendência é para o desaparecimento dos quadros zona e vincular os professores às escolas onde estão colocados».Actualmente são cerca de 33 mil os professores que estão nos Quadros de Zona Pedagógica.
«Os QZP manter-se-ão para aqueles professores que não obtenham logo colocação, até à sua integração completa nos agrupamentos», disse, salientando que «enquanto não obtiverem lugar manterão os direitos que tinham no QZP».
O governante adiantou que a expectativa do ministério «é que mais de 2/3 ou ¿ dos professores venham a obter lugar nos quadros de agrupamento» já nesta fase.
«Pela primeira vez os lugares que vão a concurso correspondem com rigor com àquelas que são as vagas de horários efectivos no agrupamentos escolares», encerrando «tanto quanto possível o ciclo de contratados adicionais pelas escolas», salientou.
Ora coloquemos lá um par de dúvidas:
Se ainda está em decurso o concurso para o ano lectivo de 2008/09, qual a pressa em anunciar as regras do concurso de 2009/10? Porque será que, em cima de um concurso a decorrer e em que muitos professores de QZP andam por estes dias a saber se têm horário nas escolas onde deveriam estar por 3 anos, se anuncia a estabilidade para 2009/10, o ano mágico? Se os docentes de QZP ficarão vinculados por quatro anos a um agrupamento em vez dos três anos actuais, esse é um ganho mínimo, já que em termos práticos o vínculo é o mesmo, apenas ficando mais vulneráveis alguns aspectos das condições de trabalho, visto que docentes de uma Escola 2/3 passam a contar como recursos para as restantes escolas do agrupamento. O que, cruzando isto com o novo modelo de gestão e a intromissão das autarquias, pode acabar em situações bem estranhas. Assim como o corpo docente do 1º ciclo pode, em vez de maior estabilidade, ganhar o contrário, podendo ser rearrumado pelas escolas dos agrupamentos, sem respeito pelo lugar de origem.
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Edgard Pisani :"Sommes-nous capables de penser le monde ?" | AgoraVox Le point de vue d'Edgar Pisani sur des sujets majeurs qui me préoccupent ! Je retiens la dernière vidéo. Selon Edgard Pisani, le monde n'est pensé nulle part à l'échelle globale…il n'y a pas de lieu pour le penser et l'agir…Internet ne serait que le vecteur d'un civisme mondiale (respect des uns et des autres) mais pas [Link]
E o público aplaude de pé, em especial o que não pode escrever isto sem risco de se magoar por aí… ou de ser charruado a pretexto de qualquer coisinha…
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Hoje no caderno P2 do Público, a ler, com umas pequenas reservas nas partes em que por vezes MFM parece pensar que os alunos são pré-universitários a sério, porque são 3 páginas de grande formato e não digitalizáveis com facilidade.
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Por Miguel Santos Guerra (inicialmente publicado na La Opinión de Málaga) Cuentan que una mujer en un cálido día de verano llevó a su hijo a la playa a bañarse. Aunque el niño sabía nadar se arriesgó un poco más que otras veces y se terminó alejando bastante de la orilla. De pronto le dio un calambre en la pierna derecha, se empezó a poner nervioso, tragó agua y todos los indicios hacían suponer [Link]
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Internet-actu à propos des sites sociaux : "Les réseaux sociaux ont cette particularité d’organiser, d’encoder les relations, donc d’en rendre le fonctionnement suffisamment explicite pour qu’il se traduise en programme informatique (en “lignes de code”, qui sont en quelque sorte les composantes élémentaires du code social qui les tisse)(…) Les réseaux sociaux nous offrent de jongler avec ces [Link]
John McCain, libérateur d'Ingrid Betancourt, actualité Washington confidential : Le Point Je suis un peu hors sujet ce matin, mais la nature humaine me laisse songeuse et amère ! Ingrid Betancourt est un pion dans un échiquier politique assez ignoble dont elle a fait, fait, fera partie ! …quant elle gène, son enlèvement est pour le moins "facilité" Ingrid Betancourt France2 2 sur 4envoyé [Link]
A SALA Quase silêncio. Apenas o barulho eléctrico Das lâmpadas Constante Artificial Tolerado por Rostos académicos calados Concentrados Nas folhas do Enunciado pálido Nas gráficas calculadoras Canetas em rascunhos Muita matemática Pouco literária Certa oculta Poesia naquela escolha. Quase silêncio Na emoção dos presentes Exorcismo de fórmulas Limites notáveis Prováveis Trigonometrias De [Link]
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Áurea Sampaio parece que viu a luz e estranhou…
Mas porque será que demoraram tanto tempo a dar razão a quem a tinha?
E sempre com os remoques quanto a formas hábeis dos sindicatos instalarem a dúvida nos apaniguados opinadores que apoiavam a ministra.
Mas não houve algumas mais pessoas, bem afastadas dos sindicatos, que sempre avisaram quanto ao mesmo?
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A ministra da educação confessava, há dias, que “costuma aconselhar-se junto de antigos ministros da pasta, a quem costuma telefonar «muitas vezes» para ouvir as suas opiniões”.
Presumo que terá sido o Dr. Justino o último conselheiro ouvido pela ministra. Como bem me lembro, o Dr. Justino foi o pai dos conselhos municipais de educação, criados pelo Decreto-Lei n.º 7/2003, de 15 de Janeiro de 2003 (que regula as competências, a composição e o funcionamento dos conselhos municipais de educação, regulando, ainda, o processo de elaboração e aprovação da carta educativa e os seus efeitos) .
Creio que a actual ministra da educação pretende ser a mãe adoptiva do definhado documento. E o que hoje foi anunciado pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, “que as autarquias podem assumir a gestão das suas escolas”, pode ser ter sido um passito mais adiante naquilo que foi a ambição do progenitor da descentralização de competências para as autarquias: a gestão das escolas pode ser, ou não (aguardemos para ver), a mão do autarca no interior das escolas. Pode ser uma mão que puxa as rédeas do poder situado. Como é evidente, os proletários da educação precisam, mais do que nunca, de controlo, de uma mão forte.
Espero estar profundamente equivocado. Como espero que a ilusão do controlo da acção situada seja isso mesmo: um erro de interpretação. Espero ainda que a ideia seja a de obrigar as autarquias a fazer o que deveria ter sido feito(ou se já foi feito não se notou): de coordenar e articular as políticas educativas com outras políticas sociais; de elaborar a carta educativa que gere a rede educativa municipal; de apoiar, no âmbito da acção social escolar, os projecto de inclusão das crianças com necessidades educativas especiais; de intervir na qualificação do parque escolar. Espero para ver! [Link]
This event on do-it-yourself projects offers ample fodder for classroom activities. [Link]
How do educators engage female students in computer science? [Link]
Autarquias vão gerir escolas a partir de Setembro, mas algumas não estão preparadasLisboa, 03 Jul (Lusa) - O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, afirmou hoje que as autarquias podem assumir a gestão das suas escolas a partir de Setembro segundo contratos defenidos [sic] caso a caso, mas nem todas estão preparadas para estas novas competências.
“Nem todas as autarquias estão em condições de assegurar esta gestão em termos imediatos e o objectivo quer para as autarquias e para o Ministério da Educação (ME) é que a transferência se faça em condições de conseguir melhorias de trabalho e de resultado”, disse Valter Lemos, referindo que a transferência de competências na gestão das escolas para as autarquias está apenas a aguardar publicação de um decreto-lei “nos próximos dias”.
“Há autarquias que já mostraram a sua disponibilidade e já estão prontas para assumirem essa transferência a partir de 01 de Setembro, outras a partir de Janeiro, nomeadamente autarquias um pouco maiores, que têm condições, mas pretendem reorganizar-se, e haverá outras autarquias que, no meu ponto de vista, nem em Janeiro terão condições”, disse o secretário de Estado, considerando que estas últimas “não serão muitas”.
Segundo Valter Lemos, “o decreto-lei estabelece as áreas e a forma como a transferência deve a ser feita, mas não estabelece uma transferência universal para todas as autarquias ao mesmo tempo”, pelo que a negociação com as autarquias está a ser feita caso a caso.
Valter Lemos assegurou que os encargos financeiros com pessoal docente e não docente serão no mesmo valor que actualmente e garantiu que “não será transferido nenhum funcionário para as autarquias sem o correspondente valor financeiro”.
“Estão neste momento asseguradas todas as expectativas de carreira e direitos de segurança social e assistência na saúde destas pessoas, que mantém direitos de concurso na Administração Central”, garantiu, explicando que “quando uma autarquia receber o pessoal nos seus quadros, receberá rigorosamente os encargos financeiros que esse pessoal trará, quer em comparticipação directa, como o salário, quer em comparticipação indirecta, com a segirança social, despesas de saúde, etc.”.
“A transferência de pessoal não é para poupar dinheiro, mas no pressuposto de que ganharemos eficiência com isso e que isso trará melhorias para as escolas e para o trabalho educativo”, acrescentou.
Segundo o secretário de Estado, esta transferência é inevitável.
“Não percebo como é que uma autarquia explicaria aos seus eleitores não querer cuidar das suas escolas, das suas crianças”, afirmou.
E eu não percebo como um Secretário de Estado da Educação explica o facto de não querer tratar das suas escolas e das suas crianças.
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El 30 de junio, en el IES Elexalde y organizado por el berritzegune de Galdakao, se celebró la jornada ikasblogak. Hubo una ponencia inicial, muy esclarecedora e interesante, de Juanmi Muñoz. Después llegaron las comunicaciones, que son el reflejo del trabajo en nuestras aulas, desde Infantil a Bachillerato. Muy destacable, para mí, dos de ellas en las que los propios alumnos contaron lo que hacían en los blogs y lo que significaban para ellos.
Ésta es la presentación que, desde el nuestro, hicimos Itziar, que durante este curso ha sido dinamizadora TIC, y yo:
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Por Rubem Alves A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas. Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já [Link]
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É clássica a obra de McGregor (1960) The Humain Side of Entreprise. Nela o autor faz a célebre distinção entre a teoria X e a teoria Y que se baseiam em pressupostos, valores e ideologias sobre o ser humano e a sua acção nas organizações. Os partidários da teoria X consideram que as pessoas são por natureza preguiçosas, relapsas, negligentes, incapazes de pensar, inovar, decidir de forma honesta [Link]
(In)Quietudes… [Link]
"A mudança, a melhoria e a reforma são, em si mesmas, indiferentes a questões de propósito moral. As melhorias podem ser diminutas e superficiais; as reformas podem estar mal orientadas ou ter uma natureza repressiva; a mudança pode não ser para melhor, mas antes para pior. Contudo, a sustentabilidade - na melhoria e na liderança - é, inerente e inalienavelmente, uma questão moral. O [Link]
"(…) O que o liderar lento exige são líderes que: . dêem ênfase à aprendizagem, depois ao sucesso e só posteriormente à realização de testes, por esta ordem e não pela contrária; . não estreitem as diferenças de sucesso nas competências básicas testadas, aumentando o hiato de aprendizagem entre os alunos das zonas abastadas, que recebem um currículo rico e nutritivo [Link]
Pensamento do dia: O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas. Willian George Ward [Link]
Beneficiei da situação de equiparação a bolseiro em 3 dos 5 anos que fiz o doutoramento dentro dos prazos (se soubesse o que sei hoje, teria pedido um adiamento…), entre 2002/03 e 2004/05
Sei como é útil para se fazer algo com pés e cabeça e alguma disponibilidade física e mental.
Por isso me choca que o mesmo mo Governo e Ministério que tanto querem que os portugueses aumentem as qualificações, depois justifiquem a não concessão da equiparação a bolseiro com base no seu próprio incumprimento dos trâmites legislativos indispensáveis.
E não são poucos aqueles que nos últimos anos viram travados os seus planos de estudos devido a estas brincadeiras.
É que a isto chama-se pura e simplesmente falta de decoro.
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Mais uma peça do estudo de João Freire para o M.E., neste caso com uma espécie de simulação da transição dos docentes em exercício, do antigo regime remuneratório para um outro modelo que não seguiu completamente em frente.
A base da distribuição dos efectivos pelo novo escalonamento não é perceptível, apenas se percebendo que implicaria um ligeiríssimo acréscimo de custos. Talvez por isso mesmo tenha sido esquecida.
Repare-se ainda como, nas notas finais, se prevê que um docente pudesse passar toda a carreira sem ir além do índice 170, assim como mesmo com duas transições de categoria apenas se chegaria ao topo em mais de 35 anos.
A página do estudo é a 94.
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"(…) A única forma de dar a volta aos resultados escolares num período mais curto do que o necessário para experienciar o processo acima descrito é falseá-los. Acabar com a arte na docência e transformá-la numa profissão excessivamente regulada. Treinar os alunos e prepará-los para a realização dos testes. Ensinar apenas aquilo que sairá no exame. Abandonar tudo o que não é testado. Introduzir [Link]
Com o Elvis vivo e a outra princesa Fionna, que não a do Shrek.
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Educação inaugura galeria para lembrar os seus quase 100 ministros(…)
A inauguração da “galeria dos ministros da Educação” realizou-se hoje e justifica-se ainda mais “num país que nem sempre é grato, que nem sempre tem boa memória e que é pessimista”, declarou Maria de Lurdes Rodrigues, n um átrio cheio de ex-titulares da pasta e ex-secretários de Estado; o ambiente da reunião, com tantos abraços, saudades e recordações, fazia lembrar uma reunião de antigos alunos.Coube a Veiga Simão (1970-74) descerrar os panos que cobriam os painéis, felicitar a ministra pela ideia simbólica que valoriza “o amor à pátria e a confiança no futuro” e desejar que o retrato de Maria de Lurdes Rodrigues só venha a integrar a galeria em 2009, no final do seu mandato.
Se assim for, Rodrigues entrará para a história da democracia como a ministra que mais tempo se manteve à frente da pasta. Dos 25 ministros que por lá passaram desde o 25 de Abril, só dois – Roberto Carneiro (1987-91) e Marçal Grilo (1995-99) – cumpriram o mandato. E será com “orgulho” que figurará na galeria onde estão outros governantes que não aguentaram mais do que uns meses, como foi o caso da sua antecessora, Maria do Carmo Seabra (2004-05).
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«Galeria de Ministros» visa dar rosto e reconhecer trabalho desenvolvido
Parece-me bem que se reconheça quem merece ser reconhecido. Parece-me mal que a retórica de excelência não se aplique ao desempenho dos actores políticos. Parece-me mal que 95% de ministros se abeirem da excelência e lhes seja prestado reconhecimento público pelo desempenho político que a “ciência do mérito” (uma inovação deste ME que introduziu as cotas de acesso) contradiz.
Se a cultura da excelência fosse levada a sério, apenas 4 ministros da educação compartilhariam a «Galeria de Ministros». Não avaliando a eficácia das políticas, não considerando os erros da acção e da estratégia, esta iniciativa acaba por ser reduzida a uma "feira de vaidades". É que para haver coerência entre a retórica e a prática política, a «Galeria de Ministros» teria de visar o reconhecimento do trabalho de excelência que foi desenvolvido por cada um dos ministros da educação. Ora, não é disso que se trata. Ou será que estou demasiado intolerante com os principais responsáveis pelo estado, pretensamente mau, da educação?
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(…) É sempre assim: os pensamentos que eu penso de maneira deliberada, metódica e consciente são sempre comuns e banais. Eles nunca me surpreendem. Os pensamentos que me surpreendem são aqueles que aparecem repentinamente, sem que eu os tivesse chamado. Esses pensamentos são livres, vêm quando querem, e só aparecem nos momentos de vagabundagem. Pois, num desses momentos de [Link]
A educação em Portugal «continua a precisar de reformas profundas» O ex-ministro da Educação David Justino defende que Portugal continua a precisar de reformas profundas neste sector e alerta para a necessidade de as políticas terem estabilidade e continuidade, num livro com testemunhos de ex-ministros com esta pasta«Apenas direi que, ao contrário do que muitos defendem, a Educação em Portugal continua a precisar de reformas profundas e que o estado a que se chegou não se compadece com uma política de pequenos passo», escreve David Justino, ex-ministro da Educação no XV Governo Constitucional (Abril de 2002 a Julho de 2004), de Durão Barroso, num depoimento sobre o seu mandato no livro 4 Décadas de Educação, que será apresentado hoje à tarde.
«Mas para que tal surta um efeito positivo é necessário conferir estabilidade e sustentabilidade às opções de política educativa e continuidade às reformas empreendidas, independentemente de quem as decide e concretiza», salienta David Justino, actualmente conselheiro do Presidente da República para os Assuntos Sociais.
Assim desta maneira, não percebo se David Justino considera as actuais reformas insuficientes e defende que continuem no mesmo sentido, se as considera ineficazes, sendo consequentemente erradas e a necessitar de revisão.
Porque, assim, desta maneira, a ambiguidade parece muita. E, como em alturas anteriores, conviria saber se este carácter vago depende apenas das funções exercidas se há algo para além disso…
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