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Rust Never Sleeps

Monday
Jun 23,2008

Taschen chinese propaganda

A minha primeira experiência com a propaganda que me lembro (para além dos livros de leitura do Estado Novo, que tinhamos de utilizar todos os dias) foi durante o período 1974/75 através das sessões de esclarecimento liceal de alguns grupos maoistas (não me lembro quais, havia uma profusão deles na época). Lembro-me de uma em especial, não só por causa do poster que colaram na sala, como também por causa dos disco de cânticos revolucionários (presumo que fossem porque a capa era semelhante ao cartaz) que puseram a tocar no fim.

O carácter irrealista da propaganda sempre me fascinou, mas agora que já passou a época em que se levava isto a sério, e também aquela em que se tinha vergonha da primeira, chegámos à época em que estes posters ganham um certo cunho de imortalidade através de estudos e de livros como estes. Desligadas da sua função inicial, vivem agora como “collector’s items”. Só é pena que os criadores não beneficiem em nada de todo este interesse actual.

  • links for 2008-06-23

    Monday
    Jun 23,2008
  • links for 2008-06-21

    Saturday
    Jun 21,2008
  • The Girl Effect

    Thursday
    Jun 19,2008

    [via]

  • Anoushka Shankar no CCB

    Thursday
    Jun 5,2008

    Anoushka_Shankar_CCB_11

    Foto: Mário Pires - Retorta.Net

    Segunda à noite fui ao CCB ver o concerto de Anoushka Shankar. O meu gosto pela música indiana já vem de longe desde que a ela fui introduzido através da faixa “Love You too” do album dos Beatles Revolver.
    Anoushka Shankar e o seu grupo tocaram durante hora e meia, música que tanto deve à tradição indiana como ocidental, música essa que me proporcionou muito prazer auditivo.

    FotoSet no Flickr.

  • Wednesday
    Jun 4,2008

    Por circunstâncias que não são para aqui chamadas, fui ao primeiro dia do Festival Rock in Rio 2008 no Parque da Bela Vista. Não tinha ido a nenhuma das edições anteriores, e pelo que vi, a não ser que algum músico que lá vá me suscite uma necessidade muito imperiosa de o fotografar, não prevejo ir a mais nenhuma edição.
    Aquilo é mais uma junção de centro comercial ao ar livre com enxertos de feira popular “high tech” do que um festival de música (com a falha grave de não ter visto farturas à venda). Ok, o conceito tem muita aceitação porque as pessoas enchem o recinto e têm pena que dure tão poucos dias, mas para quem entende a música como o mais importante de um festival, o parque da Bela Vista parece um local estranho. Nas horas em que por lá andei, pus-me a pensar que por aquelas bandas não se sentia que Portugal estivesse em crise, porque toda a gente andava por lá feliz a consumir a torto e a direito. Dos concertos desse dia apenas vi (mais através dos ecrans do que a olho nú) os concertos de Amy Winehouse e de Leny Kravitz.
    Em relação a Amy, nem posso chamar ao que se passou um concerto, já que a voz dela se arrastava penosamente entre as notas que o seu grupo produzia, e ela não parecia em melhor estado que a voz. No cover de “A message to you Rudi” dos Specials até me pareceu que não cantou (não estragando dessa forma a muito boa prestação dos seus músicos). Depois desta experiência penosa, o Lenny Kravitz deve ter achado que não era má ideia animar a malta e ajudado por um som tonitruante(embora com agúdos a mais), pôs toda a gente bem disposta.
    Apesar deste tom um pouco negativista não dei por mal empregue a noite, foi uma experiência que me permitiu vivenciar outros universos diferentes do meu e isso é sempre útil.

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