Desde que ouvi o disco com este nome, editado pela 4AD, numa época já longínqua, quando ainda estava mais sintonizado para o rock do que para outras músicas (embora já ouvisse muito para além dele), que fiquei maravilhado com o poder evocativo destas vozes.
Por isso, não podia perder a oportunidade de ouvir este conjunto ao vivo, e no dia 9, fui ao CCB para ouvir e fazer a reportagem fotográfica.
O concerto foi totalmente acústico, sem nenhuma amplificação, o que me dificultou a tarefa de fotografar, já que o rúido da máquina podia perturbar o ambiente.
Com as fotografias obtidas ( Set no Flick ) produzi o video acima, utilizando o som ao vivo.

Para ser apreciada em condições esta música pede atenção e que nos libertemos do que ficou de fora do auditório, não é compatível com sms, twitter, livecasting, ou outra tecnologia para além dos nossos ouvidos, foi o que fiz após as fotografias, e foram momentos sónicamente muito revigorantes.
Recomendo vivamente.
Mais informação:
A minha primeira experiência com a propaganda que me lembro (para além dos livros de leitura do Estado Novo, que tinhamos de utilizar todos os dias) foi durante o período 1974/75 através das sessões de esclarecimento liceal de alguns grupos maoistas (não me lembro quais, havia uma profusão deles na época). Lembro-me de uma em especial, não só por causa do poster que colaram na sala, como também por causa dos disco de cânticos revolucionários (presumo que fossem porque a capa era semelhante ao cartaz) que puseram a tocar no fim.
O carácter irrealista da propaganda sempre me fascinou, mas agora que já passou a época em que se levava isto a sério, e também aquela em que se tinha vergonha da primeira, chegámos à época em que estes posters ganham um certo cunho de imortalidade através de estudos e de livros como estes. Desligadas da sua função inicial, vivem agora como “collector’s items”. Só é pena que os criadores não beneficiem em nada de todo este interesse actual.