Um miúdo de cinco anos, com a cara
lavada em lágrimas e um ar visivelmente
perturbado, dava repetidamente volta ao
mesmo quarteirão de um bairro de
Londres, transportando ao ombro um
pequeno saco.Um polícia que reparou na cena,
aproximou-se dele e perguntou-lhe
o que é que se passava, se poderia
ajudá-lo nalguma coisa.- Fugi de casa - respondeu o miúdo - mas o meu pai proibiu-me de atravessar a rua sozinho.
História contada por R.D. Laing num dos seus livros.
Tal como o miúdo, muitos de nós não nos atrevemos a fazer nada sózinhos.
Impecável, Mário - a história e a tua leitura dela
bj
E cada vez mais “os miúdos de agora” são super-protegidos; tornando-se “adultos” muito mais tarde e mantendo sempre um elevado grau de dependência.