É dificil não sentir uma certa ambivalência em relação à tão badalada remodelação gráfica do jornal Público. Estando eu no meio de uma remodelação (salvas as abissais diferenças em termos de relevância e dificuldade como é óbvio) a reflexão sobre a real importância do grafismo pode levar a desistir de grandes esforços.
O design gráfico só por si não dá valor acrescentado, torna atractivo e pode ser um chamariz, mas em qualquer meio de comunicação o que faz as pessoas voltar não é o aspecto. O que faz as pessoas tornarem-se frequentadores regulares tem a ver com o “valor acrescentado subjectivo” que conseguem obter de cada site. Ora, a modificação do aspecto gráfico não altera o conteúdo, se o que lá está já era atractivo, continua a ser, se não, o efeito de “novidade” desaparecerá rápidamente.
Tudo isto leva-me a refletir um pouco sobre a relevância de estar aqui com tanto trabalho para fazer uma renovação gráfica e tecnológica da Retorta. Desde a última renovação que concentrei muito mais atenção nas recomendações (os links externos para entradas de blogs alheios que considero meritórios de serem consultados) do que as minhas entradas própriamente ditas. No entanto continuo a ter vontade de colocar imagens ou textos curtos (não tenho paciência para escrever grandes textos, nem tempo), e também porque há uma núvem de coisas que ainda quero fazer à volta da Retorta.net e que aparecerão á medida do possível, dado o meu escasso tempo para estas coisas.
Claro que eu podia continuar a colocar entradas aqui, mas por temperamento, gosto de reformular tudo e deixar o passado para trás (o que não implica apagá-lo ou negar que existiu).
E é isso mesmo que farei.
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