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Ever since I was a child I like reading, something that was passed to me by my parents. 

I read everything that I could get my hands at in my home, but there were some books that were kept away from me and those of course were the ones that I most wanted to read. My mother has always been an avid reader and there were always many books in the house.

I started by reading books for children but as soon as I could I jumped to novels and poetry. Saramago was still not very popular then and I remember that before Memorial do Convento (or Baltasar and Blimunda, in the english edition)  I had read Levantado do Chão in the year in which it was published. It is also a book that I like very much.

Memorial do Convento, which I read at the age of 11 years old, was a milestone for me.

I discovered that books could report great historical epics mixed with dense characters full of magic. It was great to read and Imagine the construction of the Mafra National Palace. Since I read this book, whenever I visit it, I try to imagine all the story and characters so well described by Saramago in that space that looks so austere and lifeless today. 

The intrigues of the court and the clergy, the harshness of the life and work of common people, the love story of Blimunda and Baltazar Sete-Sóis, the descriptions of landscape and architecture… I liked it all.

This book also brought me to the study of History, which I used to think was a boring discipline in school, and after that I became one of best students in class. Memorial do Convento grew in me the curiosity about ancient stories, and about the whys and the hows of sites or monuments.

Saramago became a very popular author with all merit. Because of Memorial do Convento I read most of his later books. I like some of them, of others I like less, but his genius and the power of his writing are undeniable.

I think that many writers and readers of historical fiction should read this book, to assess better what they read or write.

Desde pequena que o hábito da leitura me foi passado pelos meus pais. Eu lia tudo o que apanhava lá por casa e havia temas que me eram vedados, esses eram os livros que mais desejava ler na altura. A minha mãe sempre foi uma leitora ávida e sempre houve muitos livros lá por casa. Comecei por ler livros infantis e assim que pude saltei para os romances e poesias. Saramago ainda não era muito conhecido e lembro-me que antes do Memorial do Convento li o Levantado do Chão no ano em que saiu. Também é um livro de que gosto muito.

 O Memorial do Convento, que li aos 11 anos, foi um marco para mim. Descobri que os livros podem relatar grandes epopeias históricas misturadas com personagens densas cheias de magia. Foi muito bom ler e imaginar a construção do Palácio Nacional de Mafra. Desde que li este livro, sempre que o visito, imagino toda aquela história tão bem descrita por Saramago e as personagens, naquele espaço que parece tão austero e sem vida actualmente. As intrigas da corte e do clero, a dureza do trabalho e da vida do povo, a história de amor de Blimunda e Baltazar Sete-Sóis, as descrições arquitectónicas e paisagísticas…gostei de tudo.

Este livro também me despertou para a História que antes dele eu achava uma disciplina aborrecida e depois passei a ser uma das melhores alunas. Acho que me despertou a curiosidade sobre histórias antigas, sobre o porquê e o como foi dos sítios, dos monumentos. Saramago ficou conhecido com todo o mérito. Por causa do Memorial do Convento li quase todos os seus livros posteriores. De uns gosto muito, de outros gosto menos, mas não posso negar o génio e o poder da sua escrita.

Acho que muitos escritores e leitores, da tão na moda ficção histórica, deviam ler este livro, para avaliarem melhor o que lêem e escrevem.

Sofia Quintas – January 4, 2012

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