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To choose the book of our lives is nearly impossible but being challenged to do it, I immediately thought of Noites Brancas, by Dostoievski. Not for the book in itself, but by the circumstances in which I read it. The book was a gift by my teacher in primary school, when I finished 4th grade. Proud to have completed a school cycle, about entering a new school-the one for the gown-ups –and surprised by this offering from my teacher, I saw in this book a ticket for a more adult phase in my life. So I start reading it on my first day of vacation. Set in St. Petersburg it reports the meetings between a loner young man who isolates himself from the world to escape to his own everyday life, and a girl who is looking for salvation from her frustrations through love.

I doubt that, on top of my nine years old, I have understood the dilemmas, the fluctuations and the contradictions of human feelings that Dostoievski imprinted in this book but the truth is that I felt a grown little woman after I read it… My journey into the world of adults had begun and Dostoievski was my first ticket for an adventure that I still keep carrying on!

Eleger o livro da nossa vida é uma tarefa quase impossível mas, perante o desafio imposto, imediatamente me lembrei do «Noites Brancas» de Dostoievski. Não pela obra em si, mas pelas circunstâncias em que o li. Este livro foi-me oferecido pela minha professora primária no dia em que terminei a 4ª classe. Orgulhosa de ter concluído um ciclo escolar, prestes a entrar numa nova escola – a dos mais crescidos! – e surpreendida por esta oferta da minha professora, vi neste livro um bilhete de passagem para a fase mais adulta da minha vida. E foi logo no primeiro dia de férias que o comecei a ler. Passado em São Petersburgo relata os encontros de um jovem solitário que se isola do mundo para fugir ao seu próprio quotidiano e de uma rapariga que procura salvar-se das suas frustações através do amor.

Duvido que, no alto dos meus nove anos, tenha compreendido os dilemas, as flutuações e as contradições dos sentimentos humanos que Dostoievski imprimiu nesta obra mas, a realidade é que me senti muito mais mulherzinha depois de o ter lido… a viagem ao mundo dos adultos tinha começado e Dostoievski foi o meu primeiro bilhete para uma aventura que ainda continuo a percorrer!

Isabel Garcia Pereira – March 13, 2012

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