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De Alinda a Vila do Cabo

José Vilhena Rodrigues was born on July 2, 1940, at Rua Vasco da Gama in Sines. Carpenter by trade, he began its associative participation before military service as a board member of the Centro Recreativo Sineense. After leaving it, he was director of the section of the Sines of Montepio Geral almost to it’s extinction. He was a Carnival worker from the first year on, later becoming a team leader. He wrote popular verses for the Enterro do Entrudo between the ages of 29 and 65. He was aware to politics by the stories told by an old anarchist who trusted him, and he became known for his anti-fascist positions. Before the 25 de Abril, he read several books on trade unionism and class struggles banned by the censorship, which contributed to the political awareness and knowledge that transformed into practice soon after the Revolution.

On the 1st May 1974 he was the first to do an intervention freely in the Square Tomás Ribeiro, preceding an expression of collective joy never seen in the village. Between 1974 and 1977, he was part of the Comissão Administrativa of the City Council that preceded the first democratic elections. In the performance of his duties, he has spurred the sport in Sines, with the creation of Codicuder and Municipal Sports Council. Also in the post-revolutionary period, he was a candidate for deputy to the Assembleia Constituinte, by MDP, where he was an activist in 1975, and a year later he joined the PCP. His contribution to the trade union movement was also evident in all his life. In 1974, José Ferreira Costa, formed a trade union commission, in the Comissão para a Unidade Democrática. Continuing in this context, he was president of the delegation of Sines of the Sindicato da Construção Civil and participated in the creation of the União dos Sindicatos de Sines e Santiago do Cacém in 1978, the highest point of a movement that started with the creation of the Trade Union of Sines. Has chaired the board of the constituent assembly of the união dos Sindicatos and coordinated its first secretariat. Again as a local deputy, he was elected four times to the Municipal Assembly of Sines, once as a  first secretary, two as president and as a bench deputy.

He was a poet, a prose writer and a commentator on the world around him, he worked for various newspapers and magazines with stories and poems and published four books that reflect his love for Sines and his humanism: Respostas do Carpinteiro (1994), Onde o Mar Abraça o Alentejo (1996), De Alinda a Vila do Cabo (2000) e A Essência da Raiz (2006). Following the publication of the latter work, readers of the newspaper O Leme Dourado awarded him first place in literature.

The famous phrase “25 de Abril Sempre!” first appeared on the title of an article published in the newspaper “O Diário”, endorsed by Sines delegation of the Sindicato da Construção Civil.


José Rodrigues Vilhena nasceu em 2 de Julho de 1940, na Rua Vasco da Gama em Sines. Carpinteiro de profissão, iniciou a sua participação associativa antes do serviço militar, como membro da direcção do Centro Recreativo Sineense. Depois de sair, foi director da secção de Sines do Montepio Geral até quase à sua extinção. Foi obreiro do Carnaval desde o primeiro ano, passando mais tarde a chefe de equipa. Fez versos no popular Enterro do Entrudo entre os 29 e os 65 anos. Despertado para a política pelas histórias contadas por um velho anarquista que nele confiava, passou a ser conhecido pelas suas posições anti-fascistas. Antes do 25 de Abril, leu diversos livros sobre sindicalismo e lutas de classe proibidos pela censura, o que contribuiu para a consciência política e os conhecimentos que transformou em prática logo após a Revolução.
No 1.º de Maio de 1974, foi o primeiro sineense a fazer uma intervenção em liberdade na Praça Tomás Ribeiro, antecedendo uma manifestação de alegria colectiva nunca vista na vila. Entre 1974 e 1977, fez parte da Comissão Administrativa da Câmara Municipal que antecedeu as primeiras eleições democráticas. No exercício das funções de vereador, dinamizou o desporto em Sines, com a criação da Codicuder e do Conselho Desportivo Municipal. Ainda no período pós-revolucionário, foi candidato a deputado à Assembleia Constituinte, pelo MDP, onde era militante, em 1975, e um ano mais tarde ingressou no PCP. O contributo para o movimento sindical foi também marcante na sua vida. Em 1974, com José Ferreira Costa, formou a Comissão Sindical, no seio da Comissão de Unidade Democrática. Continuando neste contexto, foi presidente da Delegação de Sines do Sindicato da Construção Civil e participou na criação da União dos Sindicatos de Sines e Santiago do Cacém em 1978, culminar de um movimento que se iniciou com a criação da União Sindical de Sines. Presidiu ainda à mesa da Assembleia Constitutiva da União dos Sindicatos e coordenou o seu primeiro secretariado. Novamente como autarca, foi eleito por quatro vezes para a Assembleia Municipal de Sines, uma vez como 1.º secretário, duas como presidente e uma como deputado de bancada.
Poeta, prosador e comentador do mundo à sua volta, colaborou em vários jornais e revistas com crónicas e poemas e publicou em nome próprio quatro livros que reflectem o seu amor por Sines e o seu humanismo: Respostas do Carpinteiro (1994), Onde o Mar Abraça o Alentejo (1996), De Alinda a Vila do Cabo (2000) e A Essência da Raiz (2006). Na sequência da publicação desta última obra, os leitores do jornal O Leme atribuíram-lhe o Leme Dourado, com a classificação de primeiro lugar em literatura.
A célebre frase “25 de Abril Sempre!” saiu do título de um artigo da sua autoria publicado no jornal “O Diário”, subscrito pela delegação de Sines do Sindicato da Construção Civil.
Sofia Costa – August 10, 2012

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