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The Lunatic of the house

The books in my life mark seasons, talk about times that come and go. Look to already read books, on the shelf, is to draw a timeline of the moments and people, plans and challenges, victories and disappointments. Then, choose a special book is a thankless, fickle and unreliable task. Between one and another day, and one and another minute, choices change because memories alter. Between one and another thought, one and another feeling, covers change, stories change, authors and styles change.

In my present time choose a book is pick “The Lunatic of the House”, which comes from the back of a good time that I bought, read and understood, to get to this, a quiet time and complete when i reread, gave it to read and rediscover new ways and new purposes. At the outset, the main asset of the book is in the title, because the crazy is not more than imagination, in a sentence that the author Rosa Montero, Spanish journalist and writer of reference, uses by Santa Teresa of Jesus: “Imagination is the crazy of the house.” This book rambles there: the imagination of the writer to infect anyone reading. It speaks of writers and their writing, how literature can and should interfere with the mindset of how it reflects reality and saves us , so often, from the worst of the days have. These pages are a ode to creativity, mixing facts with constant provocations to reader, integrating real people – authors like Goethe, Balzac, Oscar Wilde, Alexandre Dumas, Dostoyevsky, Tolstoy, Mark Twain, Voltaire, Calvin Greene, Truman Capote – with the characters they created, with pages written by them.

A fun game of “hide and seek”  Rosa Montero reveals secrets and details of the life stories of many writers, without letting us see where the truth ends and imagination begins. Being with "The Lunatic of the House” is to have a pad and a pen and point all writers and all the books we want to read next, driven by that “crazy” and ordered that clutters our thoughts and our soul, intoxicated by the writting of the intelligent and insightful Rosa Montero, convinced and overwhelmed by our own imagination and the strength she has the best and worst of our lives.


A Louca da Casa

Os livros na minha vida marcam épocas, falam de tempos vividos que ora passam, ora voltam. Olhar os livros lidos, na estante, é traçar uma linha cronológica dos momentos e das pessoas, dos planos e dos desafios, das vitórias e das desilusões. Então, escolher um livro especial é uma tarefa ingrata, inconstante e duvidosa. Entre um e outro dia, entre um e outro minuto, mudam as escolhas porque se alteram as memórias. Entre um e outro pensamento, entre um e outro sentimento, mudam as capas, as histórias, os autores, os estilos.

Neste meu tempo presente, escolher um livro é pegar neste “A Louca da Casa”, que vem lá de trás de um tempo bom em que o comprei, li e entendi, para chegar até este, um tempo tranquilo e completo em que o reli, o dei a ler e o redescobri de novas formas e de novos fins. À partida, o grande trunfo do livro está no título, porque a louca não é mais do que a imaginação, numa frase que a autora Rosa Montero, jornalista e escritora espanhola de referência, vai buscar a Santa Teresa de Jesus: “A imaginação é a louca da casa”. Este livro deambula por aí: pela imaginação de quem escreve para contagiar a de quem lê. Fala de escritores e da sua escrita, de como a literatura pode e deve interferir nas mentalidades, de como ela traduz a realidade e nos salva, tantas vezes, do pior que têm os dias. Estas páginas são um hino à criatividade, misturando factos com constantes provocações ao leitor, integrando gente de verdade – autores como Goethe, Balzac, Oscar Wilde, Alexandre Dumas, Dostoievski, Tolstoi, Mark Twain, Voltaire, Calvino, Greene, Truman Capote – com as personagens por eles criadas, com as páginas por eles escritas.

Num divertido jogo de “rato e gato”, Rosa Montero desvenda segredos e detalhes das histórias de vida de inúmeros escritores, sem nos deixar perceber onde acaba a verdade e começa a imaginação. Estar com “A Louca da Casa” é munirmo-nos de um bloco e de uma caneta e apontar todos os escritores e todos os livros que vamos querer ler a seguir, impulsionados por aquela “louca” que ordena e desordena as nossas ideias e a nossa alma, inebriados pela escrita inteligente e perspicaz de Rosa Montero, convencidos e dominados pela nossa própria imaginação e pela força que ela tem no melhor e no pior da nossa vida.

Andreia Rasga – August 3, 2012

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