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The Art of War

“The best way to win, little daughter, very often is simply to retreat …” This I was told in a low but firm voice, while I was crying tucked in the giant lap of my father. I do not remember the “painful" event that led me to stoically endure the tears until I was in the presence my most precious life consultant – but I know I spent a whole day feeling humiliated for not having defeated any classmate, in what today is called bullying.

"To retreat …?” I stopped crying immediately and put my face of enthusiastic curiosity. Who said that? And that fatherly look briefly aiming at the bookcase made ​me realize that there was a book out there that would explain it. I ended up retreating from the room, unable to find it in the middle of thousands of book spines. So I changed the strategy and grabbed my mother by the hand until she showed me where was that door that would satisfy my thirst.

The book was placed very high and I think I helped my mother to get on tiptoes to fetch it up there. It was after all my size: small. The book they say to be about war, but that I believe to be about life. I read it for the first time when I was 7 years old and I was crushed. I do not know how many more times I reread it since that time – but I know that there were dozens – and I always learn something.

“The supreme art of war is to subdue the enemy without fighting” Sun Tzu


A Arte da Guerra

“A melhor forma de vencer, filhota, muitas vezes é: simplesmente bater em retirada…” A frase foi-me dita com voz firme mas baixa, ao ouvido, enquanto chorava, pequenina, aninhada no gigante colo do meu pai. Não me recordo do acontecimento “doloroso” que me levou a aguentar estoicamente as lágrimas até estar na presença do meu precioso consultor de vida – mas sei que passei um dia inteiro humilhada por não ter conseguido derrotar um qualquer colega de escola, que hoje seria acusado de bullying.

“Bater em retirada…?” Parou de imediato o choro e resvalou-me pela face uma expressão de entusiasmo curioso. Quem disse isso? E aquele olhar paterno que se desviou por segundos para a estante fez-me perceber que havia por ali algum livro que me ía explicar. Acabei por bater em retirada da sala, incapaz de o encontrar no meio das milhares de lombadas. E a mudança de estratégia passou por agarrar a minha mãe por uma mão para que me indicasse onde estava aquela porta de satisfação da minha sede.

Estava alto e acho que ajudei a minha progenitora a pôr-se em bicos dos pés para o “caçar” lá de cima. Era afinal do meu tamanho. Pequenino. O livro que dizem ser sobre a Guerra, mas que eu acredito ser sobre a vida. Li-o a primeira vez aos 7 anos e fiquei esmagada. Não sei quantas vezes mais o reli desde essa altura – e sei que foram dezenas – mas aprendo sempre qualquer coisa.

“A suprema Arte da Guerra é subjugar o inimigo sem combate” Sun Tzu 

Joana Latino – January 28, 2013

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