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Poetry

I don’t know exactly how to choose something above one other and the task is much harder when it comes to books. The criteria I took to choose this book was the return.

Luiza Neto Jorge Poetry was always with me between 1998 and 2008, literally and not only literarily. I still return to this book often, because Luiza’s poems echo loudly in my ears, frequently by reality involuntary suggestion. A building, a car or a body ache can bring me to a poem again. I imagine Luiza’s pen as a knife. She would cut raw reality and placed it into a text and with words considered inappropriate and with expressions considered harsh she would construct the most difficult poems and verses to enclosure in a single way that I have ever read. At the same time they are clean poems. I never understand completely these poems’ meanings, they are like magical formulas that disturb my senses and make my heart go faster, literally and not only literarily.


 Poesia

Não sei exatamente como se mede a preferência por uma coisa, muito menos por um livro. Usei o critério regresso para escolher o livro Poesia de Luiza Neto Jorge, que esteve sempre comigo entre 1998 e 2008. Esteve mesmo, literalmente não apenas literariamente.

A ele regresso muitas vezes, porque os poemas de Luiza ressoam alto nos meus ouvidos, muitas vezes por sugestão involuntária da realidade. Uma casa ou um carro ou uma dor no corpo fazem-me recordar um poema. Imagino que era uma espécie de faca a caneta com que Luiza Neto Jorge escrevia. Cortava a realidade crua e colocava-a num texto e com palavras tidas como feias e expressões tidas como rudes construía os poemas e às vezes apenas versos mais difíceis de fechar em sentidos únicos do que qualquer outro que eu já tenha lido. E ao mesmo tempo, poemas limpos. São poemas que apesar do regresso ainda não entendo inteiramente e são textos mágicos que me perturbam os sentidos e me põe o coração a bater mais depressa, literalmente e não apenas literariamente.

Carla Macedo – March 1, 2013

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