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Reading the book 1984 was requested to me by a college teacher as a homework, therefore over 10 years ago. At the time I didn’t realize why I should read this book as a subject in a Psycopedagogy degree. Perhaps nowadays I do. However, I simply realized at the time that this would be one of the books of my life! 1984 is a criticism to the industrialized modernized technological society, which is totally rational and functional. It is about a society which is observed by something called the “Big Brother”. In the development of the story, the main character questions everything, mostly the act of love, that is considered a mere mechanical act, just for reproduction.

Today I know that if I read it again, my interpretation of the book would be different… maybe the “Big Brother” isn’t this society we live in as a result of the modernized life, but because of the lack of love. Perhaps this lovelessness could “kill” that “Big Brother” because, at the end of the day, that “Big Brother” which observes us is ourselves, daily, observing ourselves and the others.

Maybe I’ll read it again!


A leitura do livro “1984”, de George Orwell, foi um trabalho de casa, que, na época da faculdade, um professor solicitou, por isso, há mais de 10 anos. Na altura, eu não percebi o porquê de ler este livro, como disciplina do curso de Psicopedagogia. Talvez hoje já perceba. Mas na altura, ao lê-lo só percebi que sem dúvida, seria um dos livros da minha vida! “1984” trata de uma crítica à sociedade que é industrializada, modernizada e tecnológica, totalmente racional e funcional. Fala também de uma sociedade que é observada por algo chamado “o Grande Irmão”. No decorrer da história, a personagem principal põe tudo em causa, principalmente o acto de amor, que é visto como um acto mecânico apenas e só com a função de procriação.

Sei que hoje, se o voltasse a ler, a minha projecção acerca deste livro seria diferente… talvez o “Grande Irmão” não seja esta sociedade em que vivemos por culpa da vida modernizada, mas apenas e só pela falta de amor. Talvez, a falta de amor pudesse “matar” esse “Grande Irmão”, porque ao fim e ao cabo, esse “Grande Irmão” que nos observa somos nós, diariamente a nós próprios e aos outros.

Talvez o leia de novo!

Andresa Salgueiro – 31 May, 2013

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