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I read “The Count of Monte Cristo” when I was about 15 or 16 years old and it became my favourite book. This was the one that taught me it is possible to mourn a good book. It’s not that meanwhile I haven’t mourned other books, but I felt this book like one feels a first love. And, all in all, it’s always hard to get over a first love. I never read it again, fearing I wouldn’t find what I found ten years ago. However I know that the thing that attracted me in the first place remains there: an intensive essay about human nature disguised as an adventure story.

Was this a book that left its mark? Definitely. It was when reading it that I first felt like an adult reader. It was the first time that I felt sad for “losing” those characters who accompanied me throughout almost 1000 pages and for knowing that I was hardly going to read another book as good as this one. Fortunately I was mistaken and ended up finding a lot of other amazing books.


Li o “Conde de Monte Cristo” entre os 15 e os 16 anos, e tornou-se o meu livro favorito. Foi o que me ensinou que é possível fazer luto de um bom livro. Não é que entretanto não tenha feito luto de vários outros, mas senti este como se sente um primeiro amor. E, no fundo, é sempre difícil superar um primeiro amor. Nunca mais o voltei a ler, com medo de não voltar a encontrar aquilo que encontrei há 10 anos atrás. Contudo, sei que aquilo que me atraiu na primeira instância no livro continua lá: um estudo intensivo sobre a natureza humana, disfarçado de história de aventuras.

Foi um livro que me marcou? Decididamente. Foi com ele que, pela primeira vez, me senti uma leitora adulta. Fiquei triste por “perder” aquelas personagens que me acompanharam ao longo de quase 1000 páginas e por saber que nos meses seguintes dificilmente ia ler outro livro assim tão bom. Felizmente, estava enganada e acabei por encontrar outros livros fantásticos.

Ana Alexandre – June 26, 2013

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