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A escolha do livro preferido foi muito difícil para uma pessoa um tanto indecisa como eu, mas, pensando em qual poderia representar-me melhor que outros, a decisão calhou em “A Utopia"de Tomàs Morus, o clássico das mentes e corações sonhadores.
Tendo nascido nos anos ‘80 nunca tive muitas ilusões de poder viver num mundo justo, honesto e "quente”, onde os sonhos se podem realizar; o que vi desde pequena foi inveja, egoísmo, competição e injustiça juntamente a uma grande falta de esperança de mudar o estado das coisas. Desde quando o futuro mudou de signo (de positivo para negativo) um grande abismo apanhou o lugar da esperança no coração e ma mente colectiva do corpo da sociedade e as distopias apanharam o lugar das utopias no imaginário colectivo.
Felizmente, nesta “época de paixões tristes” nunca parei de sonhar e imaginar um mundo melhor, onde os seres tivessem realmente respeito de si próprios, pelos outros e pelo nosso ambiente.
A leitura e o estudo de quem escreveu e pensou noutros tempos e noutros ambientes è basilar para perceber que o melhor è imaginável e possível (e temos que lutar quotidianamente na microescada pessoal para ter alterações na macroescada) e em particular para perceber que alem de tudo o que pode acontecer, nada e ninguém pode fazer-nos perder o fogo da paixão e da esperança que temos no nosso interior.

Carlotta Premazzi – 14 de Julho, 2015

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