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O Lobo das Estepes – Hermann Hesse

Adoro ler. Os livros serão das poucas coisas, (acho que até únicas mesmo), que não empresto a ninguém. Normalmente tem algumas notas minhas, emoções que senti na sua leitura. Gosto de os folhear de volta e em vez, sentir o seu cheiro. Tenho alguns na minha mesa de trabalho, para que não me esqueça de algumas emoções que quero ter presente na minha vida. Assim fica fácil de os relembrar e que sejam ancoras positivas para me acompanharem.

Quando fui convidada para ser uma Book Loving Girls confesso que o coração ficou cheio. Este projeto Book Loving Girls é simplesmente lindo, adorei assim que o Mário Pires o descreveu. Nos últimos tempos e devido a minha profissão tive que aprender a ser fotografada, foi fácil ser vista pelo olhar da camara do Mário mas foi estranhamente surpreendente para mim fazer a partilha de algo que considero ser tao intimo. Quando vi as fotografias senti esse lado mais tímido que tenho. Posso descrever que tínhamos o vento a dançar com todos os registos. Mágico e único.

E foi assim, dancei e recuei no tempo para pensar qual o meu livro. São tantos. Gosto de tantos. Mas fiz esta viagem e escolhi o Lobo das Estepes de Hermen Hess. Já o li 3 vezes, em diferentes fases da minha vida. Foi mágico ver o quanto eu tinha mudado desde a ultima vez que o li. Na vida fui descobrindo a dualidade do Ser. O meu lado emotivo ou mais racional. Mas esta duvida das duas faces da alma por vezes tornou-se em angustia que não resolvi com a constatação destes antagonismos. Aos poucos fui descobrindo que o nosso Ser é muito mais, é uma força imensa. Muitas vezes complementam-se, outras vezes não são compatíveis o que nos causa desespero. Precisei de ter um autoconhecimento e compreensão profunda do meu Ser e do sentido da vida mas só quando enfrentei e assumi estas múltiplas dimensões consegui encontrar a felicidade. Para mim esta é grande mensagem deste livro. Muita coisa mudou, “(…) Ainda um dia havia de aprender a rir. (…) e sim aprendi a rir, aprendi a sorrir e nunca mais parei.

Obrigada Mario Pires por me teres permitido fazer esta viagem.

Raquel Soares – 3 de Junho de 2016

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