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Tag : Ornella Ascolese

04 Mar 2012

The book tells the story of Macondo, a mythical city, and the descendants of its founder, José Arcadio Buendía, during a century. Using resources of magical realism, a style that would help to diffuse the book since its launch in 1967. A story mixing revolutions and ghosts, incest, corruption and madness, all handled with a surprising ease. A story that begins when things had no name, until the arrival of the telephone…

A train loaded with corpses. An entire population who loses its memory. Women who lock themselves in a dark house for decades. Men who trail behind a trail of yellow butterflies. These are some of the elements that make up the universe of this exuberant novel, which tells the story of this mythical city and its unforgettable inhabitants. Among all the books I’ve read so far, “Hundert Jahre Einsamkeit” (the german title), “One Hundred Years of Solitude” by Gabriel Garcia Marquez is one of my favorite books. It reflects the imagery, colors and even the smell of my world. It reminds me of my childhood filled with absurd, invented stories, specifically told by my mother. She lived in the post war southern Italy, living a not so pleasant reality for a little girl, her only consolation was to hear the stories told by adults, by the fireplace. The tales of my mother, a small treasure, that me and my sisters received and which she still transmits over to her grandchildren. It this treasure that I rediscovered in the books of Garcia Marquez.

I was born and lived in Zurich, Switzerland. A city of Zwinglian origin, during my childhood rather austere, fueled the exuberance in me for the opposite. A world of more “colorful” minds and beings. In a way this is the feeling that Garcia Marquez manages to convey me, to accept the diversity of multiple realities of the human being as a whole.

O livro conta a história de Macondo, uma cidade mítica, e a dos descendentes de seu fundador, José Arcadio Buendía, durante um século. Usando recursos do realismo mágico, estilo que ajudaria a difundir a partir de seu lançamento, em 1967, o livro mescla revoluções e fantasmas, incesto, corrupção e loucura, tudo tratado com naturalidade. A história começa quando as coisas não tinham nome e vai até a chegada do telefone…
Um comboio carregado de cadáveres. Uma população inteira que perde a memória. Mulheres que se trancam por décadas numa casa escura. Homens que arrastam atrás de si um cortejo de borboletas amarelas. São esses alguns dos elementos que compõem o exuberante universo deste romance, no qual se narra a mítica história da cidade de Macondo e de seus inesquecíveis habitantes. Entre todos os livros que li até agora “Hundert Jahre Einsamkeit” (em almão), “Cem Anos de Solidão” de Gabriel Garcia Marques é um dos meus livros preferidos. Reflecte o imaginário, as cores e até o cheiro do meu mundo. Relembra-me a minha infância cheias de historias, absurdas, inventadas, especialmente narradas pela minha mãe. Ela que viveu o pós guerra no sul de Itália, com um dia à dia que nada agradável tinha a favor de uma pequena menina pela qual o único consolo era ouvir as histórias contadas pelos adultos ao pé da lareira. Os contos da minha mãe, um pequeno tesouro, que a mim e as minhas irmãs entregou e ainda hoje os entrega aos netos. É este tesouro dela que reencontrei nos livros do Garcia Marquez.
Nasci e vivi em Zurique na Suiça. Cidade de origem zwingliana e durante a minha infância bastante austera, alimentava a exuberância em mim pelo oposto. Um mundo mais “colorido” de mentes e de seres. De uma certa forma é este o sentimento que Garcia Marquez consegue transmitir-me, o aceitar da diversidade de múltiplas realidades do ser humano no seu conjunto.
Ornella Ascolese – February 22, 2012
04 Mar 2012

Gabriel Garcia Márquez

Gabriel Garcia Márquez

04 Mar 2012

Ornella Ascolese – Cem anos de solidão (One Hundred Years of Solitude) / Gabriel García Márquez