logo

Tag : Sandra Patrício

11 Oct 2012

Pride and Prejudice

I love several books, it’s not easy to choose a favourite one. They have been following me since I’ve learn to read and with them I’m always hoping for evasion. Pride and Prejudice is one of the books I always come back to, even though I’ve already read other books by Jane Austen. What binds me is the strength of a character who overcomes herself and achieves the respect and autonomy that women could not obtain ans that could also be denied to men.

Jane Austen did not create a feminist character. Created a character that makes us believe that anyone can excel without trampling his own dignity and that of others. Lizzie escapes from arranged marriages, the distress of the unmarried women, unattractive and without fortune or the loss of reputation. A woman before the twentieth century was fragile and dependent of her father and his fortune and, later, her husband’s respectability.Darcy, her pair, escaped from a marriage of tasteless coexistence, hateful.

Nowadays, whether men or woman are free, at least in official discourse, to do whatever they want in their lives. But aren’t we too trapped in the expectations of success, beauty and family? Prisoners of our own pride and prejudice. This books is a classic because of it. Two hundred years after and the questions still the same. As for responses, these, each one of us will find them.


Orgulho e Preconceito

Amo vários livros, não é fácil escolher um. Acompanham-me desde que aprendi a ler e com eles tenho sempre a esperança da evasão. Orgulho e Preconceito é um dos livros a que regresso sempre, mesmo que tenha lido outras histórias de Jane Austen. O que me prende é a força de uma personagem que se ultrapassa e consegue o respeito e a autonomia que as mulheres não podiam obter e que aos homens também podia ser negada.

Jane Austen não criou uma personagem feminista, criou uma personagem que nos faz crer que qualquer pessoa pode superar-se sem atropelar a sua própria dignidade ou a dos outros. Lizzie escapa aos casamentos arranjados, à angústia das mulheres solteiras, pouco atraentes e sem fortuna, ou à perda da reputação. Uma mulher antes do século XX era frágil e dependente do pai e da sua fortuna, e, mais tarde, da respeitabilidade do marido. Darcy, o seu par, escapou a um casamento de conveniência insípido, se não mesmo detestável. Hoje quer os homens quer as mulheres são livres, pelo menos no discurso oficial, para fazerem o que quiserem com as suas vidas. Mas não estaremos também presos nas expectativas do sucesso, da beleza, da família? Presos também no nosso próprio orgulho e preconceito. Por isso este livro é um clássico. Duzentos anos depois as perguntas são as mesmas. As respostas, essas, cada um de nós as encontrará.

Sandra Patrício – August 21, 2012

11 Oct 2012

Jane Austen

Jane Austen

11 Oct 2012

Sandra Patrício – Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice) – Jane Austen